Bovespa ensaia melhora, mas continua refém do petróleo

O índice Bovespa abriu em alta - às 11h10 subia 0,44% a 42.666 pontos, na máxima - indicando que o mercado quer reaver a perda da véspera. Na ausência de indicadores domésticos, o mercado brasileiro deve continuar refém do comportamento dos preços do petróleo no mercado internacional e das bolsas norte-americanas. Ontem, a Bovespa bem que tentou, mas não resistiu ao ver o petróleo cotado abaixo de US$ 50 o barril e acabou encerrando o dia em baixa de 0,60%, puxadas pela queda de 1,6% das ações preferenciais de Petrobras. O papel, carro-chefe do índice Bovespa, já acumula desvalorização de 12% em janeiro, bem mais do que a perda de 4,5% registrada pelo Ibovespa até o fechamento de ontem. Enquanto os preços do petróleo não se estabilizarem, a Bovespa deve continuar oscilando. Após o tombo da véspera, o petróleo tenta se recuperar esta manhã, mas os especialistas não descartam que o preço volte a ficar abaixo de US$ 50 o barril ainda hoje. Ontem, na mínima do dia, o óleo atingiu US$ 49,90 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), a menor cotação desde 25 de maio de 2005. Hoje, às 11h07, no pregão eletrônico da Nymex, o barril era negociado em alta de 0,26%, a US$ 50,61. Já as commodities metálicas, nos últimos dias, vêm dando sinais de que já se acomodaram. A Bovespa também tem trabalhado muito atrelada ao índice Dow Jones da Bolsa de Nova York, que esta semana bateu recorde de alta de pontuação. Por isso, qualquer dado nos EUA ou declaração de dirigente do banco central americano fora do esperado pode ocasionar uma realização de lucros em Wall Street e levar a Bovespa junto. Os índices futuros de ações em Nova York operam cautelosos esta manhã, pressionados pelos balanços do setor de tecnologia, que têm desapontado os investidores.

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