Bovespa fecha com forte desvalorização, de 6,63%

A China provocou um terremoto hoje nas bolsas de valores ao redor do mundo, depois de seu próprio mercado acionário despencar 8,8%. No Brasil, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em baixa de 6,63%, aos 43.145 pontos. No pior momento do pregão, o índice cedeu 7,87%, a maior perda desde o 11 de setembro de 2001. Nenhuma ação do Ibovespa se valorizou hoje. Em Nova York, as quedas também foram expressivas: o índice Dow Jones, o mais tradicional, recuou 3,29%, e o Nasdaq, da Bolsa eletrônica, perdeu 3,86%. Agora, ambos acumulam baixas em 2007. Os investidores começaram a vender ações já no início do dia, na esteira do efeito dominó que começou na China e varreu a Europa - onde todas as bolsas se desvalorizaram hoje. O tombo da bolsa chinesa foi o maior em 10 anos. A queda reduziu para 14% os ganhos acumulados este ano, mas vale destacar que a valorização do ano passado foi assombrosa, de 130%. Também os mercados acionários mundiais vinham de vários recordes de alta, com os investidores se perguntando quando haveria um fato novo capaz de dar o impulso inicial para um movimento mundial de venda de ações em alta. A resposta veio hoje, de surpresa, sem uma notícia concreta que justificasse a queda da bolsa chinesa, mas muitas especulações de que o governo tomará medidas para frear os investimentos, como aumento de juros e de impostos. Não bastasse isso, a notícia, pela manhã, de que o vice-presidente norte-americano Dick Cheney foi o aparente alvo de um atentado suicida no Afeganistão aumentou a tensão geopolítica. Maiores baixas O ranking de maiores baixas do Ibovespa foi liderado por Telemig Participações PN, que cedeu 10,02%. Em seguida vieram Usiminas ON, com queda de 9,73%, e Sadia, em baixa de 9,35%. Os papéis mais importantes da Bovespa também caíram muito: Petrobras PN cedeu 6,60%, para R$ 42,60, e Vale do Rio Doce PNA recuou 7,93%, para R$ 60,26. Além do tombo do índice, foi expressivo também o volume negociado, que totalizou R$ 5,44 bilhões, com os estrangeiros vendendo ações para levar parte de seus recursos a mercados considerados mais seguros, como o mercado de juros norte-americanos.

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