Bovespa fecha com ganho de 1,16%, influenciada por NY

A Bovespa acompanhou hoje a melhora do cenário externo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou com ganho de 1,16%, aos 36.374 pontos. O índice oscilou entre a mínima de -0,86% e a máxima de +1,20%. O volume negociado totalizou R$ 1,46 bilhão. Os investidores começaram a semana com pouca disposição ao risco, como mostra o volume financeiro reduzido da Bovespa. A pouca disposição se deve ao calendário pesado da semana: será divulgada a ata da última reunião do banco central americano, a nova taxa básica de juros brasileira e as medidas para reduzir o spread bancário no País. Ainda assim, o movimento na Bolsa paulista foi de alta, por influência do mercado acionário norte-americano, onde o índice Dow Jones fechou em +0,61% e o Nasdaq, em +0,95%. A melhora das bolsas nos EUA refletiu o preço do petróleo, que recuou 2,62% em Nova York, reagindo a novas informações sobre o enfraquecimento da tempestade tropical Ernesto. A recuperação das bolsas também espelhou o aumento surpreendente da produção manufatureira medida pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Dallas. O índice subiu de 9,4% em julho para 33,9% em agosto. A queda do petróleo, no entanto, pesou nas ações da Petrobras, o que limitou uma melhora mais expressiva da Bovespa. A ação preferencial da empresa caiu 0,57% e a ordinária recuou 1,20%. Hoje, o diretor financeiro da estatal disse que a empresa vai elevar os preços domésticos dos combustíveis se o petróleo no mercado internacional continuar operando em torno de seus picos recentes. Mas ele avalia que os preços vêm se mantendo elevados por fatores isolados. Entre os operadores, a avaliação é de que o preço dos combustíveis só deverá ser reajustado após as eleições presidenciais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.