Bovespa fecha com ganho de 1,73%, em recuperação

O governo chinês acalmou os mercados financeiros hoje, que puderam recuperar parte das perdas sofridas ontem. Depois de o Ministério de Finanças da China negar que o governo pretenda tributar o lucro dos investidores, os mercados acionários ao redor do mundo corrigiram os exageros de quedas da véspera. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 1,73% e fechou aos 43.892 pontos. Ainda assim, acumula queda no ano, de 1,31%. Isso porque ontem o tombo foi de 6,63%, a maior baixa desde 13 de setembro de 2001. A recuperação foi sustentada principalmente pelo mercado de ações norte-americano, que fraquejou com indicadores ruins divulgados na manhã de hoje, mas recuperou o fôlego com declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke. O índice Dow Jones encerrou o dia com valorização de 0,42%, o Nasdaq avançou 0,34% e o S&P 500 teve ganho de 0,55%. Dois dias depois de o ex-presidente do Fed Alan Greenspan ter alertado os mercados para o risco de os EUA entrarem em recessão a partir do final do ano, Bernanke assoprou a ferida e disse que as perspectivas de crescimento moderado da economia dos EUA não mudaram, apesar da queda dos mercados globais ontem. "Minha visão é de que não há qualquer mudança concreta em nossas expectativas para a economia", afirmou. "Prevemos crescimento moderado na economia daqui em diante", acrescentou, contrastando com a visão de Greenspan. No Brasil, o Ibovespa oscilou entre a mínima de -0,05% e a máxima de +1,80%. O volume negociado foi forte, totalizando R$ 4,63 bilhões. A principal ação da Bolsa, Petrobras PN, não subiu muito, apenas 0,66%, mas a segunda mais importante, Vale do Rio Doce PNA, registrou ganho de 3,65%.

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