Bovespa fecha com valorização de 0,03%, sem tendência

A Bovespa teve mais um pregão volátil, sem definir tendência. Após o dado do PIB revisado do segundo trimestre nos EUA ter ficado em linha com as estimativas dos analistas, os investidores passaram a operar na expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulgará no início da noite a nova taxa básica de juros (Selic), e dos indicadores econômicos que serão divulgados amanhã nos EUA. Com tudo isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, oscilou pouco, entre -0,49% e +0,60%, e fechou o dia com ganho de 0,03%, aos 36.313 pontos. O volume negociado melhorou um pouco em relação aos últimos dias, mas continuou fraco, totalizando R$ 1,82 bilhão. O crescimento do PIB do segundo trimestre, nos EUA, foi revisado de 2,5% para 2,9%. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam expansão de 3%, mas economistas citados por outras fontes esperavam uma revisão para +2,9%. Em relação ao primeiro trimestre do ano, que apresentou crescimento de 5,6% do PIB, a economia norte-americana teve forte desaceleração. Pelo comportamento tranqüilo das bolsas norte-americanas, os investidores viram esse dado do PIB mais como positivo do que negativo. O índice Dow Jones, do mercado acionário de Nova York, fechou em alta de 0,12%, e o Nasdaq, em +0,62%. Para a taxa Selic, a maioria das apostas são de corte de 0,25 ponto porcentual, para 14,50% ao ano. Mas alguns analistas acreditam em corte de 0,5 ponto porcentual. Amanhã, nos EUA, será divulgado o indicador mais observado pelo Banco Central americano na hora de definir a taxa de juros por lá: o índice de preços com gastos pessoais (PCE), que pode influenciar os mercados.

Agencia Estado,

30 de agosto de 2006 | 17h21

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