Bovespa fecha em alta confortável, ajudada por NY

Apoiado nas altas dos principais índices de Nova York, o Ibovespa encerrou a quarta-feira no território positivo, com valorização de 1,21%, aos 37.850 pontos (maior pontuação do dia), e volume financeiro de R$ 2,3 bilhões. A bolsa paulista conseguiu se sustentar, apesar de os papéis da Petrobras, que têm grande peso, terem liderado o ranking de baixas. As ações ordinárias (ON) da estatal, pertencentes a investidores com direito a voto, caíram 1,56% e os PN (sem direito a voto) recuaram 1,64%. Três fatores prejudicavam a Petrobras, segundo o mercado. Um deles foi a queda do petróleo em NY. O outro foram as declarações confusas do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, em relação à auto-suficiência da companhia. Ele esclareceu por volta do meio-dia que a política de preços dos combustíveis seguida pela Petrobras não vai mudar. Pela manhã, uma outra declaração sinalizava o contrário. Um analista comentou que o executivo vem dando sinalizações divergentes ao mercado, o que gera incertezas, eleva o risco e trava as negociações. O terceiro fator que puxou a queda foi a possibilidade de elevação nos investimentos da companhia. Segundo uma fonte, a diretoria da Petrobras se reunirá amanhã, em uma casa isolada em Petrópolis (RJ), para discutir a revisão do plano de investimentos da companhia para o período de cinco anos. O atual planejamento estratégico da Petrobras compreende investimentos de US$ 56 bilhões até 2010, mas isso "certamente será revisto para cima", disse a fonte. O setor de gás natural deve merecer destaque no novo plano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.