Bovespa fecha em alta de 1,15%, com Petrobras e Vale

Apesar da expectativa pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado acionário brasileiro fechou o dia em alta, garantida pelos fortes ganhos das ações da Vale do Rio Doce e pela valorização das ações da Petrobras. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 1,15%, para 44.686 pontos. O Copom divulga ainda hoje a nova taxa básica de juros da economia (Selic, atualmente em 13,25% ao ano), mas o mercado já consolidou suas apostas de que o ritmo de corte deve ser reduzido de meio ponto porcentual, visto nas últimas reuniões, para 0,25 ponto porcentual hoje. As ações da Petrobras beneficiaram-se hoje de uma recuperação no preço do petróleo, que fechou em alta de 0,60%, a US$ 55,37 em Nova York, reagindo a sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode ter iniciado um corte na produção. Petrobras PN subiu 0,86%, para R$ 47,10, e Petrobras ON ganhou 0,73%, para R$ 52,64. Repetindo o desempenho de ontem, as ações da Vale lideraram a lista das mais negociadas da Bolsa e estavam entre as maiores valorizações do índice. Os papéis PNA da empresa avançaram 2,89%, para R$ 60,50, refletindo novos recordes de alta estabelecidos pelo níquel e pelo estanho em Londres. As siderúrgicas também apresentaram alta: Acesita ganhou 4,11%, Usiminas registrou acréscimo de 3,36%, Gerdau subiu 1,46%. Os papéis da Gerdau reagiram à atribuição do grau de investimento ontem pela Fitch Rating para a dívida de longo prazo da empresa em moeda local e estrangeira. O mercado trabalhou hoje também com duas notícias inesperadas. O Bradesco anunciou a compra do BMC e a Lojas Americanas adquiriu a Blockbuster. As ações do banco avançaram 0,90% e a varejista registrou alta de 2,45%. O Ibovespa oscilou entre a mínima de -0,31% e a máxima de +1,43%. O volume financeiro totalizou R$ 3,48 bilhões.

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