Bovespa fecha em alta de 1,43%, com Vale e Petrobras

O mercado de ações brasileiro terminou o dia com valorização, beneficiado pela forte alta das ações da Vale do Rio Doce e da Petrobras. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou ganho de 1,43%, para 44.177 pontos. As ações PNA da Vale do Rio Doce, papéis de segundo maior peso no Ibovespa, avançaram 4,07%, e as ON dispararam 5,06%, ficando com os melhores lugares no ranking de maiores altas do índice. A valorização foi impulsionada pelo preço do níquel, que atingiu marca histórica pelo quinto dia consecutivo. Além disso, a companhia aprovou proposta para o pagamento de remuneração aos acionistas, este ano, no valor de US$ 1,65 bilhão, a ser creditado em duas parcelas iguais, em 30 de abril e 31 de outubro de 2007, correspondendo a US$ 0,68289232 por ação ON ou PNA em circulação. A proposta será submetida ao conselho de administração. Com isso, Vale PNA conquistou o topo do ranking de ações mais negociadas da Bovespa hoje, superando em um terço a tradicional líder, Petrobras PN. O papel preferencial da Petrobras é líder também em peso no Ibovespa, ou seja, é a ação que mais influencia a variação do índice. Hoje, em linha com a disparada nos preços do petróleo, Petrobras PN subiu 3,20% e Petrobras ON, 3,38%. O petróleo registrou valorização de 4,68%, para US$ 55,04, em Nova York, em reação ao anúncio do Departamento de Energia dos Estados Unidos de que o país começará a comprar petróleo para ampliar suas reservas no segundo trimestre. A commodity reagiu também a previsões de frio nos EUA. Passado o impacto da divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o mercado volta as baterias para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começou hoje. Amanhã à noite, o Copom anuncia a nova taxa básica de juros da economia (Selic, atualmente em 13,25% ao ano). Mesmo com o PAC, o mercado de juros não encontrou forças para avançar nas apostas de corte de meio ponto porcentual. Continua majoritária nas mesas de negócios a expectativa de corte da Selic de 0,25 ponto porcentual, pior para o crescimento da economia e, conseqüentemente, para o desempenho da Bolsa. O Ibovespa oscilou hoje entre a mínima de -0,28% e a máxima de +1,58%, e movimentou o total de R$ 3,31 bilhões.

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