Bovespa fecha em alta de 2,89% e registra ganho no ano

O banco central dos EUA agradou os mercados financeiros hoje, dando impulso às ações em Wall Street e, por conseqüência, colaborando para uma forte alta na Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa, principal índice, avançou 2,89% e fechou na máxima pontuação do dia, com 45.631 pontos, pela primeira vez acima dos 45 mil pontos desde o dia 27 de fevereiro. Naquele dia, o tombo de 8,9% da Bolsa chinesa contaminou os mercados, levando a Bovespa a recuar 6,63%. Com a recuperação das ações hoje, o Ibovespa volta a acumular ganho no ano, de 2,60%. A manutenção da taxa de juros norte-americana em 5,25% ao ano, decidida hoje pelo Federal Reserve (Fed, BC americano) era esperada pelos analistas, mas o conteúdo do comunicado de política monetária surpreendeu positivamente, trazendo alívio aos investidores. A Bolsa paulista acelerou o movimento de alta após o anúncio do comunicado, acompanhando a melhora do humor das Bolsas de Nova York, cujos principais índices também registraram fortes ganhos. O Dow Jones encerrou com ganho de 1,30% e o Nasdaq registrou elevação de 1,98%. No comunicado, o BC americano indicou ter aliviado o viés de alta para a taxa de juros. Ao suavizar sua preocupação com relação à inflação, embora tenha mantido o tema no topo da agenda, o Fed reduziu as chances de um aperto monetário (aumento dos juros) no futuro próximo, segundo avaliação de analistas. Outra boa notícia trazida no comunicado foi a ausência de uma análise mais negativa sobre o mercado imobiliário. Apesar dos recentes problemas de inadimplência no mercado hipotecário a clientes de alto risco, o Fed disse apenas, sobre o setor de imóveis, que ?os recentes indicadores têm sido desiguais e o ajuste no setor de moradia está em andamento?. Enquanto aguardava a decisão de política monetária norte-americana, que aconteceu à tarde, a Bovespa operou com cautela, mas sempre no terreno positivo. A revisão do PIB brasileiro dos últimos anos, anunciada pelo IBGE, colaborou para segurar as ações no azul. Com base em nova metodologia, o PIB de 2005 subiu de 2,3% para 2,9%, o de 2004 avançou de 4,9% para 5,7%. Os resultados de 2002 e 2003 também foram alterados para cima. Segundo o economista Edward Amadeo, da Gávea Investimentos, em entrevista à Agência Estado, o maior crescimento do PIB pode tornar mais positiva a percepção internacional sobre o Brasil. Apenas três ações do Ibovespa terminaram o dia em baixa. O papel de maior peso no índice, Petrobras PN, registrou alta de 2,92%, para R$ 43,30. O volume negociado na Bovespa foi robusto, totalizando R$ 4,29 bilhões.

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