Bovespa fecha em alta de 4,3%, na máxima, após especulações sobre reajuste da gasolina

Bolsa operou positiva ao longo do dia, mas ganhou mais força no fim do pregão; dólar fechou em alta de 2,45%

Fabrício de Castro, Agência Estado

31 de outubro de 2014 | 17h47


A Bovespa terminou nesta sexta-feira, 31, a na máxima, influenciada por fatores internos e externos. O dólar também teve alta, após três quedas seguidas.

O aumento dos estímulos econômicos anunciado pelo Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês) pela manhã serviu de estímulo para a busca de ações ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Só que o movimento por aqui foi mais intenso, em parte por conta das especulações em torno da possibilidade de a Petrobrás reajustar os preços dos combustíveis. Além disso, os dados ruins das contas públicas, divulgados pelo Tesouro e pelo Banco Central pela manhã, que tinham tudo para pesar sobre as ações, exerceram influência contrária. Investidores disseram que o cenário fiscal brasileiro está tão ruim que, desta vez, o governo será obrigado a tomar medidas que, no futuro, podem favorecer as empresas.

O Ibovespa fechou na máxima de 54.628 pontos, em alta de 4,38%. Na mínima da sessão, mostrou estabilidade, aos 52.335 pontos. O giro financeiro somou R$ 8,3 bilhões, em dados preliminares. Na semana, a Bolsa brasileira subiu 5,18% e, no mês, acumulou alta de 0,95%.

O dólar interrompeu hoje uma sequência de três sessões consecutivas de perdas ante o real, para fechar acima dos R$ 2,47, em alta de 2,45%. Em semana volátil, quando fechou em R$ 2,52 na segunda-feira após as eleições, o dólar terminou a semana com ganho de 0,37% e o mês em alta de 0,90%.

O resultado fiscal do País era o principal dado doméstico a ser conhecido hoje. E ele decepcionou, ao trazer o maior déficit primário da série histórica, de R$ 25,4 bilhões em setembro, pelos números do Banco Central. O número, segundo especialistas, reforça a necessidade de uma ação firme do governo para corrigir a rota da condução da economia. Prevendo uma ação neste sentido, o mercado acabou vendo com bons olhos o indicador.

Essa boa vontade do mercado acontece, em boa medida, pela decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic para 11,25% ao ano, na última quarta-feira. Além disso, saiu na imprensa que o governo deve elevar á alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), zerada há dois anos.

Os ganhos da Bolsa foram intensificados na parte da tarde, quando os operadores começaram a especular em cima da perspectiva de que os combustíveis serão reajustados. Na reunião de hoje do conselho de administração da Petrobrás, nenhuma decisão foi tomada. Fonte ouvida pelo Broadcast afirmou que a decisão ficou para a próxima terça-feira, quando ocorre nova reunião do conselho. Petrobrás ON teve ganho de 6,31% e Petrobrás PN avançou 6,70%.

Já o setor de telefonia subiu impulsionado pela notícia de que as negociações para venda dos ativos portugueses da Oi avançaram e devem ser concluídas na próxima semana. Ao bater o martelo nessa transação, a tele brasileira abre espaço para formalizar uma proposta para compra da TIM, juntamente com Vivo e Claro, até o fim de novembro. Oi PN teve alta de 13,04% e TIM ON avançou 15,33%.

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