Bovespa fecha em alta, mas acumula perda de 2,57% na semana

Após pregão volátil, Ibovespa encerrou a sexta-feira com valorização de 1,11%; ações da Petrobrás fecharam dia no azul

Claudia Violante, Agência Estado

07 de novembro de 2014 | 18h05

A perspectiva de que o aumento da gasolina ia ter impacto negativo sobre as ações da Petrobrás se concretizou apenas na primeira etapa de negociação na Bovespa. Depois de encostar em 4% de perdas, as ações engataram uma trajetória de alta e fecharam no azul, impulsionadas por compras de estrangeiros e também pela ação de fundações estatais. O movimento de recuperação, no entanto, não se limitou às ações da petrolífera: contaminou o índice que, assim, terminou a sexta-feira no azul.


O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 1,11%, aos 53.222,85 pontos. Na mínima, registrou 52.197 pontos (-0,84%) e, na máxima, 53.483 pontos (+1,61%). Nesta primeira semana do mês, acumula perda de 2,57%, mesma variação do acumulado mensal, enquanto, em 2014, tem alta de 3,33%. O giro financeiro totalizou R$ 6,471 bilhões.

 

A leitura do mercado é a de que o aumento de 3% nas refinarias para a gasolina - e 5% para o diesel - foi insuficiente. No mercado, a maioria dos analistas apostava numa alta entre 4% e 8%, embora, depois do comunicado divulgado pela Petrobrás na última quarta-feira, houvesse quem nem previsse um reajuste neste ano. Na ocasião, a empresa havia dito que sua administração havia decidido pela manutenção dos preços nos patamares atuais até então.

 

À tarde, o movimento comprador conseguiu apagar as perdas, apesar de, em novembro, as ações já acumularem 6% de perdas. Em todo o ano até agora, entretanto, a queda não é muito maior, na casa de 10%. Petrobrás ON subiu 1,62% e a PN, 1,49% hoje. 

 

No front político, o mercado segue digerindo rumores sobre a nova equipe econômica, hoje com a possibilidade de Nelson Barbosa ir mesmo para a Fazenda já que, segundo fontes, seria um nome de consenso entre Dilma Rousseff e Lula. Nada ainda de novidade, e as incertezas deixam os investidores apreensivos e é isso que tem também motivado as vendas como as vistas no começo da sessão.

 

No exterior, o payroll ficou aquém das projeções, mas isso deu sustentação às Bolsas norte-americanas, em meio à leitura de que o Federal Reserve pode demorar um pouco mais para elevar as taxas de juros. Às 17h26, o Dow Jones subia 0,03%, o S&P operava estável e o Nasdaq recuava 0,01%. 


A economia dos Estados Unidos criou 214 mil empregos em outubro, ante previsão de abertura de 233 mil vagas. A taxa de desemprego nos EUA recuou para 5,8% em outubro, de 5,9% em setembro, indicando o menor nível de desemprego desde 2008. O resultado de outubro veio melhor que a previsão de analistas, que esperavam estabilidade na taxa em 5,9%.

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