Bovespa fecha em baixa de 1,04%, com tensão política

A Bovespa continuou hoje a descontar dos preços das ações a tensão política. O medo do surgimento de novas denúncias nas revistas e jornais de final de semana não permite que os investidores baixem a guarda. A leitura dos investidores é de que o acirramento da crise política dificulta a governabilidade, independentemente de quem vai ganhar as eleições e se vai ter ou não segundo turno. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia com perda de 1,04%, aos 34.830 pontos. Na mínima, o índice recuou 1,63%. Na máxima, subiu 0,38%. O volume ficou em R$ 2,70 bilhões. No início da tarde, com a perda de vitalidade das bolsas norte-americanas, por conta do temor de um "pouso forçado" na economia, a Bovespa voltou a cravar pontuações mínimas. O temor foi retomado após a divulgação do índice de atividade industrial regional do Federal Reserve (banco central dos EUA) da Filadélfia, que caiu de 18,5 em agosto para -0,4 este mês. As vendas por parte de investidores estrangeiros continuaram expressivas. Este movimento é facilitado pela desvalorização das commodities em geral. Como aqui as ações relacionadas ao setor de commodities são as que têm maior liquidez, é mais fácil para os estrangeiros venderem esses papéis. As ações de Petrobras reagiram de forma modesta à recuperação técnica do preço do petróleo no mercado internacional, que encerrou hoje valendo US$ 61,59 o barril (contrato para novembro), em alta de 1,40%, em Nova York. A ação preferencial da Petrobras registrou baixa de 0,03%. Na contramão esteve a Companhia Vale do Rio Doce, que esta manhã informou ao mercado que fechou dois contratos de longo prazo de fornecimento de minério de ferro com siderúrgicas chinesas. A ação preferencial classe A da mineradora terminou o dia com valorização de 1,99%.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 17h23

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