Bovespa fecha em baixa de 1,60% e zera ganhos no ano

O mau humor externo do início do dia piorou ainda mais a partir do depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no Congresso norte-americano, contaminando a Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa, principal índice, cedeu 1,60% e fechou aos 44.484 pontos, refletindo o aumento das incertezas em relação à trajetória dos juros e à economia nos Estados Unidos. Com a queda de hoje, a Bolsa zerou praticamente os ganhos no ano, acumulando agora valorização de apenas 0,02% em 2007. A Bolsa já vinha trabalhando pressionada desde a abertura dos negócios por conta do aumento das tensões no Irã e do fraco crescimento das encomendas de bens duráveis nos EUA (alta de 2,5% em fevereiro, contra previsão de aumento de 3,5%), reforçando a percepção de enfraquecimento da atividade. Mas o que reforçou o cenário negativo foram as declarações do presidente do Fed, que provocaram a ampliação das perdas nas Bolsas de Nova York e levaram o Ibovespa à mínima do dia, em baixa de 1,97%. Bernanke declarou que as perspectivas para o setor imobiliário "continuam incertas" e que o setor continuará a ser um limitador sobre o crescimento "por certo período". Segundo o presidente do BC americano, os riscos tanto de inflação quanto econômicos aumentaram. O índice Dow Jones, de Wall Street, fechou em baixa de 0,83% e o Nasdaq recuou 0,83%. Como é o mercado externo que continua pautando os negócios, os investidores deixaram em segundo plano as notícias macroeconômicas domésticas, como o novo PIB de 2006 e o relatório trimestral de inflação. O volume negociado na Bovespa aumentou hoje em relação aos últimos dias e voltou a superar os R$ 3 bilhões, o que não ocorreu nos três últimos pregões. O giro financeiro totalizou hoje R$ 3,25 bilhões.

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