Bovespa fecha em baixa de 4,03%, prejudicada por NY

O mercado acionário brasileiro cedeu mais uma vez à pressão de queda das commodities e ao desempenho ruim das Bolsas de Nova York, e fechou em forte baixa: o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou perda de 4,03%, para 42.245 pontos, o menor nível desde o dia primeiro de dezembro. O volume negociado, por outro lado, foi alto, totalizando R$ 4,09 bilhões. O mau humor teve início na quarta-feira, quando o anúncio da ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos reacendeu no mercado financeiro a preocupação com a economia norte-americana. Nem a observação hoje de sinais de força no mercado de trabalho dos EUA foi suficiente para dissipar o receio. O número de vagas de emprego criadas no país em dezembro aumentou 167 mil, mais que o esperado por analistas (115 mil) - indicando vigor na atividade -, mas o crescimento de 0,50% do ganho salarial médio por hora trabalhada, também superando as estimativas de mercado (alta de 0,30%), reforçou os temores quanto à inflação. Nesse cenário, o mercado de ações de Nova York registrou perdas ao longo do dia, contribuindo para a forte queda da Bovespa. Mas a desvalorização da Bolsa paulista foi bem mais intensa do que a verificada em Nova York (às 18h24, o índice Dow Jones cedia 0,69%). A Bovespa foi prejudicada também pelo enfraquecimento das commodities nos mercados internacionais - o cobre, por exemplo, caiu 2,58%. Vale PNA, a segunda ação de maior peso no índice, fechou em baixa de 3,94%. Petrobras PN, a ação de maior peso no Ibovespa, não conseguiu um bom resultado mesmo com a alta no preço do petróleo, e terminou o dia em queda de 3,06%.

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