Bovespa fecha em queda de 1% e termina na mínima pontuação

Ibovespa terminou em baixa de 1% e perdeu o nível de 68 mil pontos ao registrar 67.803,16 pontos, na mínima pontuação do dia

Claudia Violante, da Agência Estado,

27 de dezembro de 2010 | 18h36

A decisão do governo da China de aumentar as taxas de juros pela segunda vez em dois meses puxou as bolsas para baixo. Na Bovespa, a notícia impactou sobretudo as ações da Vale, mas a queda do índice foi parcialmente contida pela alta dos papéis da Petrobrás.

O Ibovespa terminou em baixa de 1% e perdeu o nível de 68 mil pontos ao registrar 67.803,16 pontos, na mínima pontuação do dia. Na máxima, registrou 68.476 pontos (-0,01%). No mês, o índice acumula alta de 0,14% e, no ano, queda de 1,14%. O giro financeiro hoje foi escasso e somou meros R$ 3,112 bilhões, o menor resultado de dezembro e com tendência de minguar ainda mais ao longo desta semana.

O Banco do Povo da China (PBoC) anunciou no último sábado aumento de 0,25 ponto porcentual nas taxas de juros. Com isso, os porcentuais, que começaram a vigorar ontem, passaram de 5,56% a 5,81% ao ano, no caso da taxa de empréstimo, e de 2,5% a 2,75% ao ano, para a taxa de depósito. Além do aumento dos juros, o banco central chinês emitiu dois comunicados hoje nos quais destaca os desafios que tem pela frente para controlar o excesso de liquidez e a base monetária.

O resultado do noticiário da China foi bolsas em queda, na Ásia, Europa e Brasil. Nos EUA, os índices acionários operaram em baixa na maior parte do dia, mas, no horário do fechamento da Bovespa, estavam sem uniformidade. Às 18h20, o Dow Jones caía 0,12%, o S&P subia 0,11% e o Nasdaq avançava 0,10%.

No Brasil, Vale foi um dos papéis que mais sentiram a alta de juros na China. A ação PNA caiu 1,90% e a ON, 2,85%. As siderúrgicas também tiveram perdas fortes. Petrobras, por outro lado, se descolou do petróleo (em queda) e subiu. A ON, 0,70%, e a PN, 1,17%.

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