Bovespa fecha em queda de 2,07% e anula ganho de ontem

Todo o ganho registrado ontem na Bolsa de Valores de São Paulo foi perdido hoje. A alta de 2,04%, que levou o Ibovespa, principal índice, ao nível recorde de 45.382 pontos, foi completamente anulada pela perda de 2,07% de hoje, que reduziu os pontos para 44.445. A Bolsa já iniciou o dia em queda, com os investidores resgatando os lucros obtidos com o recorde da véspera, mas o movimento foi ampliado após a divulgação de um documento do banco central norte-americano. Os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) acreditam que o risco ao crescimento econômico dos Estados Unidos aumentou, segundo aponta a ata da reunião de 12 de dezembro do Fomc. Apesar do risco ao crescimento, a taxa básica de juros norte-americana foi mantida em 5,25% ao ano naquele encontro, já que, segundo a ata, todos os participantes da reunião viam na inflação o maior risco para a economia do país. As Bolsas de Nova York reagiram ao conteúdo do documento de imediato, zerando os ganhos que apresentaram ao longo do dia. Sem a força benéfica do mercado externo, que até então impedia que a baixa na Bovespa fosse muito forte, o Ibovespa aprofundou a queda até atingir a mínima do dia, de -2,42%. A desvalorização do petróleo nos mercados internacionais também prejudicou a Bolsa paulista, pois influenciou negativamente a ação de maior peso no Ibovespa, a preferencial da Petrobras. O contrato de petróleo com vencimento em fevereiro despencou 4,47%, para US$ 58,32, em Nova York, e com isso Petrobras PN terminou o dia com decréscimo de 3,47%. Outro destaque do pregão foram os papéis preferenciais classe B da Eletrobras, que cederam 2,33%, seguindo a realização de lucros do Ibovespa e também se ajustando à confirmação da saída de Aloisio Vasconcelos da presidência da estatal. O volume negociado foi bom, totalizando R$ 3,41 bilhões.

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