Bovespa fecha em queda, em reação aos juros dos EUA

O Índice Bovespa encerrou o dia em queda, recuando da máxima histórica de ontem. O índice teve perda de 0,91%, aos 38.926 pontos. O volume de negócios foi de R$ 2,25 bilhões. O Ibovespa oscilou entre a máxima de 39.396 pontos e a mínima de 38.630 pontos. Assim como as bolsas nova-iorquinas e européias (que também caíram), a Bovespa foi influenciada pelos dados do relatório de emprego dos EUA (payroll), divulgado hoje. No início do dia, o payroll foi a senha que a Bolsa precisava para realizar lucros, após sete pregões seguidos de ganhos que resultaram em novos recordes de pontuação. A primeira reação do mercado aos dados - criação de 211 mil postos de trabalho e redução da taxa de desemprego para 4,7% - foi positiva e levou o Ibovespa a bater nova máxima histórica durante o dia (39.397 pontos), ao registrar alta de 0,28%. Mas não demorou muito e o mercado passou a fazer uma releitura dos números divulgados nos EUA, focando principalmente a queda do desemprego de 4,8% para 4,7%, o nível mais baixo desde julho de 2001. Os dados refletem o aquecimento da economia americana e reforçam a possibilidade de o Fed seguir elevando suas taxas, o que causou uma alta significativa dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries). A taxa do papel de 30 anos superou os 5%. Refletindo a elevação dos juros, as bolsas recuaram em Nova York, na Europa e também em São Paulo.

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