Bovespa fecha quase estável, com ganho de 0,05%

Petrobras e Vale voltaram a ser os atores principais da Bolsa hoje. Os dois papéis, que fazem parte do jogo do vencimento de opções sobre ações, que acontecerá segunda-feira, travaram os negócios. Apesar do cenário externo favorável, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia praticamente estável, com alta de 0,05%, aos 36.169 pontos. O volume ficou em R$ 1,71 bilhão. Na mínima, o índice recuou 0,76%. Na máxima, chegou a subir 0,87%, reagindo aos dados divulgados nos Estados Unidos, como o índice de preços ao consumidor (CPI), que ficou exatamente dentro do esperado (alta de 0,2%), e a queda marginal da produção industrial de agosto (-0,1%). Mas as ações da Petrobras continuaram liderando as vendas. Hoje, particularmente, desagradou ao mercado os dados da produção média de petróleo e gás da empresa no Brasil, que mostraram queda de 1,2% em agosto na comparação com julho. Esse nível, porém, é 3,8% maior que o de agosto do ano passado. Segundo a empresa, a diminuição da produção ante julho deve-se à parada programada da plataforma P-20 no campo de Marlim, na Bacia de Campos. A semana ainda foi de nova disputa com a Bolívia, que ameaça a assumir o controle das refinarias de petróleo da Petrobras em seu território. E, mais, a proposta da Petrobras para cobrir sozinha o déficit de seu fundo de pensão, o Petros, não conseguiu a adesão suficiente dos participantes da fundação de previdência. A ação preferencial da petrolífera terminaram em queda de 0,71%. As ações da mineradora Vale do Rio Doce também sofreram os efeitos negativos da contínua desvalorização das commodities metálicas. A ação preferencial classe A da Vale caiu 0,56%. Foi o segundo papel mais negociado do dia, mas bem distante de Petrobras.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 17h21

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