Bovespa fica na defensiva com dados nos EUA e petróleo

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em baixa, sinalizando a pouca disposição dos investidores em assumir posições até conhecer os números sobre a saúde da economia norte-americana. A Bolsa paulista é influenciada também pela queda persistente do preço do petróleo no mercado internacional. Às 11h17, o índice Bovespa, que reúne as principais ações, caía 0,57%, a 42.382 pontos. O primeiro da série de indicadores econômicos norte-americanos previsto para hoje é o índice de preços ao produtor (inflação no atacado) de dezembro, que sai às 11h30. No mês passado, o índice surpreendeu o mercado ao subir 2%. Os índices futuros das Bolsas de Nova York operam em direções distintas esta manhã (o pregão regular só começa às 12h30) e sem firmeza, aguardando a bateria de dados econômicos e também estão sob influência dos balanços corporativos. O resultado do JP Morgan Chase, divulgado esta manhã, acima do esperado pelos analistas está compensando o balanço desapontador da Intel, apresentando ontem à noite. A queda de mais de 1% nos preços do petróleo em Londres e em Nova York pode continuar pesando na Bovespa, que ontem fechou com perda de 0,69%, puxada pelas ações da Petrobras. Esta manhã, os contratos futuros do petróleo Brent despencaram para seu menor nível em mais de 19 meses, ante a percepção de chances cada vez mais remotas de uma intervenção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no curto prazo sobre a oferta do produto.

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