Bovespa ignora bolsas no exterior e recua com ações de blue chips

Ações da Petrobrás recuam com o mercado impaciente à espera do porcentual de reajuste dos combustíveis; papéis do BB, Gerdau e TIM caem após divulgação de balanços

Agência Estado, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2014 | 10h52

Em linha com a sinalização do Ibovespa futuro, a Bolsa brasileira começou o dia em queda, abaixo dos 54 mil reconquistados na sessão desta terça-feira, a despeito dos ganhos exibidos nesta manhã nas bolsas internacionais. O mercado doméstico se ressente não somente da falta de definição dos novos nomes da equipe econômica da presidente Dilma, para o seu segundo mandato, como mostra frustração com a não divulgação do reajuste dos preços dos combustíveis, na reunião do conselho da administração da Petrobrás, ontem.

Às 11h00, o Ibovespa recuava 0,93%, aos 53.879 pontos. No encontro dos conselheiros da estatal realizado neste terça-feira, segundo fontes, o governo autorizou que a empresa promova aumento em seus preços. Porém, não houve definição sobre o porcentual e sobre a data de anúncio. Com isso, as ações da companhia reagem negativamente. No horário acima, Petrobrás ON cedia 2,18% e Petrobrás PN 2,63%.

Segundo a economista e sócia da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro uma alta prevista de 5% do preço da gasolina nas refinarias traria um reajuste de 3% nas bombas e um impacto de 0,11 ponto porcentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O mercado também está ansioso para a definição do novo ministro da Fazenda. Em reunião na terça-feira, Dilma e Lula discutiram nomes, tendo Lula apresentado uma lista de indicações para vários cargos e opinou que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles tem perfil ideal para ocupar o Ministério da Fazenda, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast.

Na safra de balanços, hoje saíram os números da siderúrgica Gerdau, que teve lucro líquido de R$ 262 milhões referente ao terceiro trimestre do ano, queda de 59,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação trimestral, o recuo foi de 33,3%. Os papéis abriram em baixa, em reação ao balanço, mas inverteram as perdas. 

Também divulgou seu balanço trimestral o Banco do Brasil, com lucro líquido ajustado, livre dos efeitos de itens extraordinários, de R$ 2,885 bilhões no período, montante 10,5% maior que o registrado em um ano, de R$ 2,610 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, de R$ 3,002 bilhões, caiu 3,9%. 

As ações da TIM reagem negativamente ao balanço do terceirotrimestre divulgado na noite de terça-feira. No horário, o papel recuava 1,56%. A TIM registrou lucro líquidode R$ 348 milhões no terceiro trimestre de 2014, aumento de 10,6% ante o mesmoperíodo do ano passado. O Ebitda foi de R$ 1,332 bilhão, com aumento de 6,4%sobre o terceiro trimestre do ano passado. A receita líquida de serviços atingiuR$ 4,045 bilhões, queda de 3,8% no terceiro trimestre deste ano ante o mesmointervalo de 2013. 

Dólar. O clima de cautela no exterior e as incertezas econômicas com o cenário doméstico garantem uma abertura em alta para o dólar. Os investidores continuam mostrando impaciência na espera do anúncio da equipe que formará o segundo governo Dilma e, apesar do aval para a Petrobrás reajustar os preços dos combustíveis, os investidores terão de aguardar um pouco mais para saber o porcentual do aumento e a data, reforçando as angústias. No horário, o dólar subia 0,32%, a R$ 2,517. Na máxima, atingiu R$ 2,527.

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