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Bovespa inicia semana em queda

Às 12h19, o principal índice da Bolsa registrava baixa de 0,31% aos 66.850 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

25 de abril de 2011 | 12h44

A Bovespa opera em queda nesta segunda-feira, após dois dias sem pregão em razão do feriado prolongado de Tiradentes e da Sexta-feira Santa, puxada pela desvalorização de papéis de empresas de petróleo, mineração, siderurgia e construção, com destaque para a queda das empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista. Fibria puxa a lista de maiores altas do Ibovespa.

Às 12h19, o principal índice da Bolsa registrava baixa de 0,31% aos 66.850 pontos, após ter alcançado a máxima de 67.090 pontos (+0,05%) e a mínima de 66.552 pontos (-0,75%). O giro financeiro era fraco, de R$ 1,50 bilhão, projetando R$ 4,71 bilhões no final do pregão. Em Nova York, o Dow Jones operava em baixa de 0,43%, enquanto o S&P recuava 0,40%.

Fibria sobe 2,68% e lidera a lista de maiores altas do Ibovespa, beneficiada pela divulgação do relatório mensal do Conselho de Produtos de Papel e Celulose (PPPC, na sigla em inglês), que apontou uma redução nos estoques mundiais para 32 dias de abastecimento em março, ante estoques equivalentes a 34 dias de fevereiro. Suzano avança 1,96%.

"Os fundamentos apontam para preços mais altos em razão dos estoques globais baixos, da forte demanda na Ásia e dos limitados aumentos na capacidade nos próximos 18 a 24 meses", disse Mark Wilde, analista do Deutsche Bank, em nota.

Diante do cenário positivo para o setor, os analistas Marcos Assumpção, Alexandre Miguel e André Pinheiro, do Itaú BBA, reiteraram recomendação outperform para Fibria e Suzano. "Nossa visão positiva para as duas empresas está baseada na expectativa de um sólido ciclo de preços altos para os próximos três anos, além de valuation atrativa para ambas.

A lista de maiores altas conta ainda com Braskem PNA (+2,17%), Klabin PN (+1,91%), Natura (+1,69%) Ambev (+1,41%), Sabesp (+1,29%) e PDG (+1,27%).

Cosan

Cosan opera com ganhos de 1,41%, também entre as maiores altas do Ibovespa, após notícias de que o governo praticamente enterrou a proposta de taxar as exportações de açúcar para forçar um aumento na produção de etanol. Há pouco, o papel subia 1,70%, ante queda de 0,23% do Ibovespa.

Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo, publicada no Empresas e Setores às 7h25, o descarte da medida deve ser oficializado pela presidente Dilma Rousseff em maio. A hipótese, duramente criticada pelos usineiros, foi lançada depois que o preço do álcool combustível chegou a ser negociado praticamente no mesmo valor do litro da gasolina.

Grupo EBX

As empresas do grupo EBX caem em bloco, com PortX (-2,70%), OGX (-2,22%) e MMX (-1,49%), todas entre as maiores baixas do Ibovespa. "Os investidores parecem ter se cansado das promessas do Eike", avalia um operador. Hoje há ainda a notícia de que produtores rurais do distrito de Cajueiro fazem um protesto nas principais estradas que levam ao canteiro de obras do Porto do Açu, desde o início da manhã desta segunda-feira.

Mas são as ações ordinárias da Usiminas que lideram a lista de maiores quedas com Ibovespa, com recuo de 3,77%. Operadores lembram que CSN alcançou seu primeiro objetivo na empresa, que era atingir 10% do capital votante, o que pode desestimular a compra por outros investidores. A CSN também detém 5,25% das preferenciais da companhia mineira. CSN recua 0,98%. Ainda no setor, Usiminas PNA sobe 0,23%, Gerdau (-0,53%) e Gerdau Metalúrgica (-0,83%).

Na lista de principais quedas figuram ainda CEP PNB (-2,02%), Rossi (-1,66%), Companhia de Transmissão Paulista (-1,45%) e Lojas Americanas -1,44%).

Vale e Petrobrás

As duas empresas de maior peso operam em queda, Vale PNA recua 0,26% e ON cede 0,27%. Já Petrobrás PN cai 0,61% e ON registra perdas de 0,71%. Hoje o preço do petróleo tem leve queda no mercado internacional, cotado na casa dos US$ 111 o barril na Nymex eletrônica.

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