Bovespa interrompe ganhos e fecha em baixa de 1,68%

Após seis pregões consecutivos de ganhos na Bolsa, os investidores partiram hoje para as vendas, a fim de embolsarem os lucros acumulados. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em baixa de 1,68%, aos 44.588 pontos. O movimento era aguardado por muitos operadores: vale lembrar que, ontem, o Ibovespa já tinha batido nova máxima recorde, de 45.486 pontos. Setores que haviam subido muito e sustentado os ganhos anteriores - com destaque para o siderúrgico - perderam hoje. E Petrobras sofreu dupla pressão, tanto pela queda do petróleo nos mercados internacionais quanto por causa do relatório do banco de investimentos Merrill Lynch, prevendo que a estatal terá queda no lucro líquido no quarto trimestre. A ação preferencial da Petrobras, papel de maior peso no Ibovespa, sofreu desvalorização de 2,92%, para R$ 44,91. O Merrill Lynch prevê queda de 24% no lucro líquido da empresa no quarto trimestre de 2006 ante igual período de 2005, para R$ 6,182 bilhões. Em relatório, o banco atribuiu a previsão aos ganhos limitados da companhia com produção, preços menores de produtos refinados (como a nafta) e contínua pressão de custos na exploração e produção de petróleo. Em Nova York, o preço do petróleo caiu 1,99% hoje, para US$ 57,71. No grupo das siderúrgicas, as maiores perdas foram sentidas por Usiminas PNA (-4,29%), seguida por Gerdau PN (-3,76%) e CSN ON (-3,52%). Metalúrgica Gerdau PN recuou 4,35% e Vale do Rio Doce PNA caiu 1,46%. Na estréia da Iguatemi Empresa de Shopping Centers no Novo Mercado da Bovespa, as ações responderam pelo terceiro maior volume de negócios (R$ 250,3 milhões), perdendo apenas para as tradicionais líderes, Petrobras PN (R$ 655,2 milhões) e Vale PNA (R$ 431,1 milhões). Os papéis subiram 12%. O Ibovespa oscilou hoje entre a mínima de -1,90% e máxima de +0,16%. O volume negociado totalizou R$ 4,40 bilhões.

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