Bovespa interrompe sequência de cinco quedas e sobe 1,37%

Destaque foi a Petrobrás, que recuperou parte da queda de mais de 15% acumulada nas últimas sete sessões

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

03 Dezembro 2014 | 18h12

Apesar de ter interrompido uma sequência de cinco quedas e retração de 7,10% no período, a recuperação do Ibovespa não tem nada de glamourosa. O índice teve um pregão apático, sobretudo no período da tarde, onde o índice pouco se mexeu, situando-se em alta de mais de 1% e sem se afastar muito dos 52,2 mil pontos. O giro foi muito fraco, o que amplificou as operações de compra sobre o comportamento do principal índice à vista. A grande maioria das ações terminou em alta, mas o destaque foi Petrobrás, que recuperou parte da queda de mais de 15% acumulada nas últimas sete sessões.

O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,37%, aos 52.320,48 pontos. Na mínima, ficou estável em 51.611 pontos e, na máxima, marcou 52.471 pontos (+1,66%). No mês, acumula queda de 4,39% e, no ano, sobe 1,58%. O giro financeiro totalizou R$ 4,916 bilhões.

O mercado doméstico acabou apenas monitorando os principais assuntos do dia: volta da CPMF, votação da LDO e decisão de política monetária pelo Copom.

O governador eleito do Ceará, Camilo Santana (PT), confirmou que vai propor a volta da CPMF e que pretende levar a discussão ao Congresso ainda este ano. Segundo ele, a ideia de recriar a contribuição vem do fato de ela já ter existido, mas o objetivo, agora, é mudar as regras, definindo porcentuais para União, Estados e municípios. O objetivo, segundo ele, é que a contribuição seja cobrada de grandes movimentações financeiras, de ricos. E o governador garantiu que não houve discussão partidária nem com a presidente Dilma Rousseff.

Nos dois últimos pregões, o setor financeiro acabou caindo penalizado pela possibilidade de volta dessa contribuição. Hoje, os bancos terminaram em alta. Bradesco PN subiu 1,68%, Itaú Unibanco PN, 1,29%, BB ON, 0,63%, e Santander unit, 0,69%.

No caso da LDO, a votação do projeto que permitirá a flexibilização da meta de superávit primário ainda não começou. O plenário do Congresso encerrou o a votação de dois vetos presidenciais, mas ainda não há o placar. Desta forma, não teve início a apreciação do projeto que o mercado está de olho.

Para o Copom, o mercado de DI precificou hoje chances maiores de um aumento de 0,75 ponto na taxa Selic, mas o 0,50 ponto é majoritário. Apesar de o juro mais alto ser negativo para as empresas, diante da falta de credibilidade do governo, o mercado está lendo com olhos favoráveis o aperto monetário. Então os aumentos serão bem-vindos, sendo que uma alta maior vai pegar o mercado de surpresa, como ocorreu no encontro anterior, quando a Selic inesperadamente subiu de 11% a 11,25%.

Petrobrás ON terminou em alta de 5,26% e a PN, de 4,95%. Nas sete sessões anteriores, os papéis haviam recuado, acumulando perdas de 16,36% e 15,17%, respectivamente.

Vale também subiu hoje. A ON teve ganho de 1,39% e a PNA, de 0,37%.

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