Bovespa mantém queda, dólar e juros futuros sobem

Diante da correção em baixa dos ativos nos mercados financeiros internacionais hoje, o dólar mostrou firme trajetória de alta ante o real durante a manhã. Os especialistas atribuem o movimento à realização de lucros, que inicialmente foi detonada pela bolsa chinesa, mas espalhou-se e encontrou outros motivos. Um dos movimentos que está sendo observado pelos especialistas no quadro externo é o desmonte de posições com o iene (a moeda japonesa). Às 12h15, o dólar comercial era negociado em alta de 0,57% a R$ 2,133 no mercado interbancário, depois de ter atingido a máxima de R$ 2,142 no meio da manhã. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar à vista vale R$ 2,1335, valorização de 0,59% no dia. O mercado de juros futuros acompanha de perto o comportamento das bolsas norte-americanas, que operam em baixa, e registra alta expressiva das taxas. O movimento é mais intenso nos contratos longos, onde concentram-se investidores estrangeiros. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 foi o mais negociado na BM&F até o meio-dia, movimentando 183 mil contratos. O juro projetado por esse vencimento estava em 12,20% ao ano, mas já atingiu a máxima de 12,25%. No final da tarde ontem, a taxa estava em 11,97%. A Bolsa de Valores de São Paulo registra perdas desde o início do pregão e já chegou a cair 4,23%, na mínima da manhã. Às 12h23, o Ibovespa caía 2,61%, a 42.747 pontos. As ações ordinárias da Petrobras têm perda de 2,59%, cotadas a R$ 46,61. O volume financeiro total de negócios na Bolsa até este horário é de R$ 1,27 bilhão, projetando para o final do dia giro financeiro de R$ 5,8 bilhões.

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