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Bovespa mantém-se em queda

Às 11h50, o principal índice da bolsa paulista registrava desvalorização de 0,54%, aos 66.520 pontos

Beth Moreira, da agência Estado,

20 de agosto de 2010 | 11h58

A Bovespa opera em queda nesta sexta-feira, acompanhando o mercado internacional, que ainda se ressente de dados econômicos desfavoráveis divulgados ontem nos Estados Unidos. Blue chips puxam as baixas, enquanto alguns papéis de varejo são destaque de alta.

 

Às 11h50, o principal índice da bolsa paulista registrava desvalorização de 0,54%, aos 66.520 pontos, após alcançar mínima de 66.337 pontos (-0,82%). O giro financeiro era de R$ 1,38 bilhão, com previsão de R$ 5,44 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones registrava queda de 0,73%, enquanto o S&P 500 caía 0,57%.

 

As ações da Petrobrás abriram o dia em alta, recuperando-se da queda de mais de 3% registrada no pregão de ontem, com o aumento das incertezas em relação ao processo de capitalização da companhia. Há pouco, no entanto, perdiam força, com a PN subindo 0,19% e a ON recuando 0,59%.

 

Investidores aguardam a definição sobre o preço do barril do petróleo a ser cedido onerosamente pela União à estatal e o prazo para a realização da operação. Em reportagem publicada ontem pela Agência Estado, às 18h28, fontes informaram que ao contrário da praxe do mercado, o governo não vai recorrer a uma arbitragem internacional para resolver a divergência entre Petrobrás e ANP a respeito do preço do barril.

 

Técnicos dos dois órgãos tentam chegar a um número de consenso, a partir da análise da metodologia e dos parâmetros utilizados por cada certificadora. A palavra final caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reúne na semana que vem. Um acordo terá de ser conseguido até a próxima semana, para que o processo de capitalização ocorra até o dia 30 de setembro, como é a intenção do governo.

 

Outra fonte ouvida pela Agência Estado, no entanto, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a avaliar a possibilidade de adiar o processo de capitalização da estatal para depois das eleições. O prazo de 30 de setembro, previsto para a conclusão do processo, "não está acertado", disse a fonte. Segundo essa mesma fonte, Lula ainda está reunindo informações sobre o assunto considerado delicado pelo governo e que "carece" de uma discussão. "O governo quer que o processo seja uma ação de grande repercussão, por isso está redobrando os cuidados", disse.

 

Em meio a tantas dúvidas sobre a capitalização, a estatal divulgou ontem que atingiu uma produção de 2,005 milhões de barris por dia em julho de 2010, volume 3,4% superior ao mesmo período no ano passado e 1,4% maior do que o produzido em junho deste ano. A Petrobrás atribuiu o aumento, de 27.217 barris na produção média diária, ao início de operação da plataforma FPSO-Cidade de Santos, nos campos de Uruguá e Tambaú (Bacia de Santos) e à entrada de novos poços no FPSO-Capixaba, no Parque das Baleias, no mar do Espírito Santo (Bacia de Campos). Também contribuiu para o aumento o retorno à produção da plataforma P-43, no Campo de Barracuda (Bacia de Campos), que em junho se encontrava em manutenção programada.

 

OGX

 

As ações da OGX, do empresário Eike Batista, subiam 0,35% e figuravam entre as maiores altas do Ibovespa. O papel segue beneficiado pela possibilidade de venda de parte de seus ativos para empresas estrangeiras. Operadores avaliam ainda que parte da valorização pode ser explicada por uma migração de investidores da Petrobras, principalmente, compradores nacionais.

 

Vale e siderúrgicas

 

Vale PNA recua 0,84% e ON cede 1,24% acompanhando o movimento das commodities metálicas no mercado internacional. Hoje metais básicos recuam na London Metal Exchange (LME), seguindo as bolsas e prejudicados pelo fortalecimento do dólar frente ao euro. As siderúrgicas acompanham o movimento com Gerdau (-1,25%), Gerdau Metalúrgica (-1,07%), Usiminas PNA (-0,98%), Usiminas ON (-0,98%) e CSN (-1,81%), esta última entre as maiores baixas do Ibovespa.

 

A lista de maiores quedas do principal índice da Bolsa paulista é composta por Cosan (-2,80%), Duratex (-2,17%), Fibria (-2,16%), Copel PNB (-1,93%), Cyrela (-1,63%), TIM ON (-1,50%) e Eletropaulo PNB (-1,30%).

 

Klabin

 

Klabin encabeça o grupo de maiores altas do Ibovespa com ganhos de 1,67%. Morgan Stanley lidera as compras do papel, seguido por Ágora e Banif. Segundo um operador, muitos investidores estão entrando no papel por análise gráfica. "Quando se identifica que o papel está próximo das mínimas é o que chamamos de oportunidade de compra", explica.

 

Ainda no grupo, Brasil Ecodiesel sobe 1,12%, Lojas Renner (+0,99%), Banco do Brasil (+0,96%), Light (+0,88%), Pão de

Açúcar (+0,79%), Vivo (+0,75%) e Natura (+0,66%). Operadores destacam que as empresas de varejo sobem em dias de

queda da Bolsa porque muitos investidores se refugiam em papéis considerados defensivos porque são voltados ao mercado interno.

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