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Bovespa mantém-se em terreno negativo

Às 11h42, o principal índice da bolsa paulista registrava desvalorização de 0,64%, aos 67.152 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 11h47

A Bovespa opera em queda nesta quarta-feira, dia de vencimentos de opções sobre Ibovespa e contratos Ibovespa Futuro (BM&F) e agenda externa esvaziada, acompanhando a direção dada pelos mercados internacionais. Blue chips puxam as baixas, enquanto empresas de energia e telecom, mais defensivas, são destaque de alta.

 

Às 11h42, o principal índice da bolsa paulista registrava desvalorização de 0,64%, aos 67.152 pontos, após alcançar mínima de 67.006 pontos (-0,86%) e a máxima de 67.745 pontos (+0,24%). O giro financeiro era de R$ 1,69 bilhão, com previsão de R$ 7,42 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones registrava queda de 0,38%, enquanto o S&P 500 caía 0,31%.

 

As blue chips caem acompanhando o movimento do petróleo e dos metais do mercado internacional. Petrobrás PN recua 1,77% e ON opera em baixa de 2,04%, ambas entre as maiores baixas do Ibovespa. Hoje o preço do óleo cede mais de 1,60% na Nymex eletrônica para a casa dos US$ 74,55 o barril. Informações desencontradas sobre o processo de capitalização da empresa, principalmente no que diz respeito ao preço do barril de petróleo que será utilizado no processo de cessão onerosa à Petrobrás também contribuem para pressionar o papel, segundo operadores.

 

Vale PNA registra perdas de 0,73% e ON de 0,52%. As siderúrgicas acompanham o movimento com CSN (-0,89%), Gerdau (-1,40%), Gerdau Metalúrgica (-1,66%), Usiminas PNA (-1,53%) e Usiminas ON (-1,77%), sendo as três últimas entre as maiores baixas do Ibovespa.

 

Segundo o chefe de análise da Modal Asset, Eduardo Marques Roche, além do cenário externo, também pesam sobre os papéis das siderúrgicas relatórios divulgados nos últimos dias por bancos estrangeiros reduzindo seus modelos, preço-alvo e em alguns casos, até a recomendação para os papéis. "O que se percebe é uma expectativa de queda de preços para o segundo semestre", explica.

 

Figuram ainda na lista de maiores baixas do Ibovespa Cosan (-2,82%), TAM (-2,64%) e Brasil Foods (-1,43%). Sobre TAM, operadores lembram que o papel liderou as altas ontem e hoje devolve parte do desempenho, enquanto investidores tentam precificar a operação com a chilena LAN, anunciada na última sexta-feira. "Ainda não há um consenso de preço-alvo para o papel", explica um profissional.

 

ALL

 

ALL sobe 4,75% e lidera a lista de maiores altas do Ibovespa. Hoje a companhia informou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a dispensa da exigência de manutenção de bloco de controle majoritário na companhia, condição necessária para ingresso no Novo Mercado da Bovespa. Segundo um profissional, a notícia é positiva e em um dia de baixa do mercado como hoje, pode estar alavancando o papel. "Só não sei se isso é sustentável", ressalta.

 

Também aparecem na lista de maiores altas do índice empresas de energia e telefonia, de caráter mais defensivo. Entre elas TIM ON (+2,55%), Vivo PN (+1,88%), Eletropaulo PNB (+1,58%), CPFL (+1,28%), Telemar PN (+1,02%) e Copel PNB (+0,84%). Embraer sobe 2,06% e também aparece no grupo de altas.

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