Bovespa melhora com Wall Street; Vale e Usiminas sobem

A Bolsa de Valores de São Paulo conseguiu melhorar seu desempenho esta manhã, movida por dois motivos principais: a alta nas Bolsas de Nova York e notícias setoriais e corporativas positivas, que puxam as ações "blue chips". O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, abriu em alta, mas não resistiu e passou a testar mínimas sucessivas com as quedas dos índices futuros em Nova York. Em Wall Street, os investidores analisavam os indicadores econômicos divulgados no início da manhã, que esvaziaram os ganhos dos futuros. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de fevereiro, que mede a inflação no atacado nos EUA, superou o previsto, e o índice de atividade industrial de Nova York, o Empire State, despencou para nível muito inferior ao esperado pelos economistas. As bolsas, no entanto, se recuperam, e o Ibovespa acompanha. Às 12h23, o Ibovespa operava em alta de 0,26%, a 43.399 pontos. Além disso, os preços dos metais testam um recorde atrás do outro, o que traz novo fôlego à Vale do Rio Doce. Às 12h20, ambas as ações da mineradora estavam entre as maiores altas do índice, com valorização de 2% (ON, ordinárias) e 1,35% (PNA, preferenciais da classe A). As ações da Vale movimentam na Bovespa muito mais que a segunda colocada hoje, a Petrobras. O volume com as PNA da Vale era de R$ 295 milhões, ante R$ 170 milhões das ações PN da Petrobras, que recuavam 0,73%. Ao longo do pregão, Usiminas se consolida como a grande novidade positiva do dia. O mercado gostou dos anúncios ligados à expansão da empresa, e suas ações sobem 3,38%. O volume é o terceiro melhor do dia, o que ajuda o Ibovespa: R$ 71 milhões.

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