Bovespa não sustenta recorde e fecha em leve baixa

Após bater recorde de pontos no fechamento ontem, o mercado acionário brasileiro teve hoje um dia de ajustes, oscilando entre o terreno positivo e o negativo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, recuou 0,09% e encerrou aos 45.955 pontos. Na máxima do dia, contudo, o índice bateu outro recorde, o de maior número de pontos já alcançado: subiu 0,40%, para 46.178 pontos. Não conseguiu sustentar os ganhos e, na mínima do dia, cedeu 0,57%. Em Nova York, o movimento foi parecido: o índice Dow Jones também bateu outra máxima histórica (com 12.779 pontos), mas igualmente não se manteve em patamar tão elevado. Ainda assim, operava com alta de 0,19%, aos 12.766 pontos, às 18h14 (horário de Brasília). O vaivém era esperado por operadores, que enxergam espaço para realização de lucros depois da euforia dos últimos dias, mas consideravam que várias questões pesariam no mercado brasileiro hoje, incluindo movimento de ajuste após os vencimentos de contratos de opções (na segunda-feira e ontem), indicadores externos e discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, na Câmara norte-americana. Bernanke cumpriu as expectativas dos mercados e basicamente repetiu o pronunciamento de ontem, no Senado. "Até agora, os dados econômicos têm apoiado a visão de que a posição atual da política deve promover crescimento econômico sustentável e uma redução gradual do núcleo da inflação", disse ele, alertando, no entanto, que a preocupação "predominante" do Fed é que a inflação não diminua conforme o esperado. De qualquer forma, suas declarações corroboraram a idéia de que os juros norte-americanos serão mantidos no atual patamar (5,25% ao ano) no curto prazo, podendo ser reduzidos no segundo semestre. Outros indicadores divulgados hoje vieram na mesma direção de manutenção dos juros no curto prazo e provável queda mais à frente. Houve um aumento maior do que o previsto nos pedidos de auxilio-desemprego da semana nos EUA. Também a produção industrial norte-americana caiu 0,5% em janeiro, quando se esperava estabilidade. Por aqui, as ações preferenciais da Petrobras caíram 1,14%, para R$ 44,24, e as ordinárias cederam 0,91%, para R$ 49, reagindo à queda do preço do petróleo nos mercados internacionais ao longo do dia. No fechamento, contudo, o petróleo recuava apenas 0,02% em Nova York. Hoje foi anunciado o acordo do Brasil com a Bolívia para reajuste do gás importado, mas a notícia praticamente não teve influência sobre os preços dos papéis, porque, desde cedo, operadores estimavam que a Petrobras repassaria o reajuste, o que foi confirmado pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli. A Bovespa registrou hoje o volume de negócios total de R$ 3,48 bilhões.

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