Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Bolsa sobe com siderúrgicas e vetos seguram o dólar

Ata de reunião do Banco Central americano também teve influência sobre a moeda ao final dos negócios e fez com que perdas ante o real diminuíssem

Cláudia Violante, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 13h37

(Atualização às 18h50)

A Bovespa fechou em alta nesta quarta-feira, 18, impulsionada pelas ações de siderúrgicas, que dispararam após a indicação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de uma possível elevação do imposto sobre a importação de aço.

Já o dólar teve sua terceira sessão seguida de queda, para abaixo de R$ 3,80, ajudado pela manutenção de vetos da presidente Dilma Rousseff pelo Congresso, bem como pela leitura de que não havia espaço para uma valorização da moeda por aqui. 

A Bolsa completou sua terceira sessão consecutiva de alta, mas perdeu força durante a tarde e fechou bem longe da máxima da sessão. A atuação do estrangeiro, mais uma vez, deu a tônica do mercado.

Principal índice de ações do mercado brasileiro, o Ibovespa terminou o dia em alta de 0,40%, aos 47.435,57 pontos. Na mínima, marcou 47.241 pontos (-0,01%) e, na máxima, 47.951 pontos (+1,49%). No mês, acumula ganho de 3,42% e, no ano, perda de 5,14%. O giro financeiro totalizou R$ 5,882 bilhões. 

A alta das bolsas norte-americanas serviu de influência ao mercado doméstico, em dia de expectativa pela ata do último encontro do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano). 

No finalzinho da sessão da Bovespa, o documento foi divulgado e confirmou que são grandes as chances de elevar os juros no Estados Unidos em dezembro. Além disso, mostrou que a maior parte dos dirigentes concorda que é apropriado elevar os juros "gradualmente".

As ações com direito a voto (ON) da CSN dispararam e fecharam em alta de 17,31%, na liderança entre as maiores altas do Ibovespa, seguidas pelos papéis com preferência por dividendos (PNA) da Usiminas (+14,63%). O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, admitiu que a possibilidade de alta do Imposto de Importação (II) para produtos siderúrgicos está em "análise" no governo por recomendação da presidente Dilma Rousseff. 

Vale e Petrobrás, que subiam com mais vigor mais cedo, foram perdendo força. Petrobrás ON avançou 1,06% e a PN, 0,77%, enquanto Vale ON ganhou 0,48% e a PNA caiu 0,91%.

Dólar. A moeda americana trabalhou o dia todo em baixa, na contramão do comportamento da divisa no exterior em relação a moedas de países emergentes. 

No fim da sessão, o dólar reagiu à ata do comitê do Fed, reduzindo um pouco as perdas ante o real em um primeiro momento e acelerando depois, numa segunda leitura. 

No fim, o dólar registrou baixa de 0,91%, aos R$ 3,7776. Na mínima, após o Fed, marcou R$ 3,7708 (-1,08%) e, na máxima, pela manhã, R$ 3,8102 (-0,05%). No mês, acumula perda de 2,12% e, no ano, valorização de 42,07%.

Na terça-feira, 17, os parlamentares mantiveram o veto ao reajuste do poder Judiciário, uma conta de R$ 36,2 bilhões de 2015 até 2019, o que deu o "start" de venda de moeda no início do dia. Nesta tarde, também foi mantido o veto ao atrelamento da política de salário mínimo a todos os benefícios pagos pelo INSS. O governo calculava o impacto com a eventual derrubada do veto em R$ 11 bilhões entre 2015 e 2019. 

Pela manhã, também favorecia a aprovação, na véspera, pela Comissão Mista de Orçamento, da mudança da meta fiscal para 2015, proposta que ainda tem que passar pelo Congresso, provavelmente nesta quarta-feira. 

Tudo o que sabemos sobre:
bolsabovespacâmbiodólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.