Bovespa opera em baixa de 1% e com volume reduzido

A Bolsa de Valores de São Paulo opera em baixa desde os primeiros negócios desta manhã e aparenta pouco vigor para inverter esse quadro, segundo operadores. Às 12h42, o índice Ibovespa recuava 1,03%, para 37.585 pontos. O volume até este horário, de R$ 743 milhões, projeta fracos R$ 1,76 bilhão para o fechamento. O principal destaque do dia é Embraer, cujas ações figuraram durante boa parte do tempo isoladas na lista de altas do índice. Por volta das 12 horas, a ação da fabricante de aviões subia 2,50%, com 216 negócios. A companhia anunciou a revisão de sua previsão de entregas para este ano, de 145 para 135 aeronaves. "Medidas adequadas já foram tomadas para superar essas dificuldades e, em 2007, um mínimo de 160 aeronaves serão entregues, compensando os atrasos do presente ano", diz a empresa. O que sustenta os papéis, no entanto, é o anúncio de uma encomenda firme de 36 aviões Embraer 175 - além de outros 36 da concorrente Bombardier - pela companhia aérea norte-americana Northwest Airlines. Segundo a empresa brasileira, o negócio prevê a opção de compra para mais 36 aeronaves do mesmo modelo e direitos de compra de outras 100. As ações da Aracruz abriram em leve queda, mas ampliaram a baixa para 0,98% às 12 horas, cotadas a R$ 11,07, após 148 negócios. A empresa inaugurou a temporada de balanços do terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 277 milhões, queda de 6,7% sobre os R$ 296,8 milhões do mesmo período do ano passado. Entre as quedas, profissionais de mercado não identificam nenhum fato novo. Petrobras lidera o giro financeiro com R$ 82 milhões e cai 0,70%, seguida por Vale do Rio Doce, que cai 0,31%, com R$ 50 milhões em negócios. O petróleo volta a ser negociado abaixo de US$ 60 o barril nos contratos futuros de novembro, em Nova York e Londres, enquanto o mercado aguarda esclarecimentos da Opep sobre eventual corte na produção do grupo. As ações do Submarino continuam em trajetória descendente em reação aos dados preliminares do terceiro trimestre deste ano. O crescimento de 35% nas vendas brutas no período ficou abaixo do esperado pelo mercado. A ação era a quarta mais negociada hoje e caía 3%, após 520 operações. A influência do noticiário político nos negócios hoje se dá na ausência do investidor local, satisfeito com os ganhos recentes e no aguardo dos números das primeiras pesquisas eleitorais do segundo turno, relatam operadores. O estrangeiro também segue fora da Bolsa até o momento, com a queda das Bolsas em Nova York e na véspera do feriado nos Estados Unidos.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2006 | 12h46

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