Wu Hong/EFE
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Ações de bancos pesam e Bovespa fecha em queda de 1,39%

Relatório da senadora Gleisi Hoffmannm, que elevou a alíquota da CSLL, empurrou para baixo as ações dos bancos

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 10h59

(Texto atualizado às 17h40)

O relatório da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) sobre a medida provisória 675 empurrou para baixo as ações dos bancos e influenciou o recuo da Bovespa nesta quarta-feira. Assim, o principal índice da bolsa paulista renovou seu menor patamar desde março, a despeito da alta de Petrobras e Vale, influenciadas pelo exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa. 

O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,39%, aos 48.388,04 pontos, menor nível desde os 48.293,40 pontos de 10 de março passado. Na mínima, marcou 48.028 pontos (-2,13%) e, na máxima, 49.064 (-0,02%). No mês, acumula -4,87% e, no ano, -3,24%. O giro financeiro totalizou R$ 17,515 bilhões, engordado pelo exercício, segundo dados preliminares. 

Desde cedo os rumores de que a senadora Gleisi Hoffmann elevaria mais do que o previsto a alíquota da CSLL cobrada dos bancos estava impactando nas ações do setor. A confirmação veio a tarde, quando esses papéis ampliaram ainda mais o sinal negativo e impediram a Bovespa de seguir a melhora de Wall Street. 

No relatório, a senadora sugere uma alíquota de 23% para a CSLL, ao invés dos 20% até então previstos. Atualmente, a taxa cobrada das instituições financeiras é de 15%. Outras instituições, como cooperativas de crédito, teriam alíquota de 17%, segundo o parecer da relatora.  

Bradesco PN caiu 3,21%, Itaú Unibanco PN, 2,88%, BB ON, 4,42%, e Santander unit, 1,43%.

Vale e Petrobras, ajudadas pela movimentação em torno do vencimento do Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa, terminaram em alta. Vale ON, +1,72%, PNA, +1,64%, Petrobras ON, 0,55%, PN, 0,51%. 

Pela manhã, o mercado já sentia a notícia dos bancos, mas ainda repercutia a desvalorização de 1,6% do yuan na China, em dia de indicadores fracos do país. A China acabou ofuscando na Bovespa a repercussão do rebaixamento do rating brasileiro pela Moody's e, principalmente, a mudança do outlook para estável, o que surpreendeu o mercado. 

Nos EUA, as bolsas subiram influenciadas pela recuperação do preço do petróleo e por causa das ações de tecnologia. O Dow Jones terminou a sessão estável, aos 17.402,51 pontos, o S&P teve alta de 0,10%, aos 2.086,05 pontos, e o Nasdaq registrou valorização de 0,15%, aos 5.044,39 pontos.


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