Bovespa opera em queda de 0,29% após abertura

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu em baixa, e nos primeiros minutos do pregão (por volta das 10h05) chegou a cair 0,29%, para 39.111 pontos. Assim como aconteceu na véspera, porém, tudo vai depender do desenrolar dos negócios em Nova York no decorrer do dia. Ontem, após ter operado em baixa durante quase toda a manhã, a Bovespa inverteu o sinal e terminou a segunda-feira em alta de 1,51%, no nível de 39.226 pontos, na esteira de mais um recorde de fechamento do índice Dow Jones (12.116,9 pontos), da Bolsa de Nova York. Esta manhã, os índices futuros de ações norte-americanos operam em leve baixa, influenciados por notícias desfavoráveis divulgadas ontem pela Texas Instruments e Kraft Foods nessa véspera da decisão sobre a taxa básica de juro norte-americana. Se Nova York ajudar, a avaliação dos especialistas é de que a Bovespa tem espaço para continuar subindo. "Se o Ibovespa conseguir romper a barreira dos 39.400 pontos pode buscar novamente os 42 mil pontos", afirma um analista. A Bolsa só não está avançando mais rápido por causa de Petrobras, cujas ações vêm caindo contaminadas pela queda do preço do petróleo. "O petróleo não precisa subir para ajudar a Petrobras. Basta parar de cair", diz um operador. Por volta do horário citado, o barril era negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York em baixa moderada, de 0,32%, a US$ 58,62. A dúvida do pregão de hoje está relacionada ao comportamento das ações da Vale do Rio Doce, que concluiu a compra da Inco, ao adquirir 75,66% das ações ordinárias da empresa canadense. A oferta foi de 86,00 dólares canadenses. Com isso, a mineradora brasileira é a segunda maior do mundo, atrás apenas da BHP Billiton. Cálculos da consultoria australiana Global Mining Research mostram que, com a aquisição da Inco, a Vale terá um ganho anual em sua receita de US$ 3,5 bilhões a US$ 5,5 bilhões. ?A nova companhia se parece mais com uma Rio Tinto do que com uma mineradora especializada em minério de ferro e pelotas?, afirma o analista da GMR, Tony Robson. No curto prazo, para 2007, a consultoria calcula um acréscimo de US$ 3 bilhões no lucro da companhia. Analistas ponderam que a compra pode ter sido totalmente precificada pelo fato de já estar sendo esperada. Mas ao mesmo tempo, os investidores podem se sentir estimulados a comprar mais papéis da Vale, após a Inco.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 10h16

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