Bovespa opera sem definição; ações de siderurgia sobem

A Bolsa de Valores de São Paulo tenta segurar um terceiro pregão seguido de alta, colada em Nova York e seguindo as recuperações das commodities, mas está volátil e às 12h08 caía 0,01% a 35.817 pontos. A lista de empresas com os principais ganhos tinha as seguintes ações: Sadia, Vale PNA, Copel PNB, Usiminas, Vale ON, Natura, AmBev e Petrobras. Os papéis ligados a mineração, siderurgia e petróleo se recuperam aproveitando movimento semelhante nas bolsas da Europa. Em Londres, uma das praças com maior peso nos segmentos, a alta é reforçada por ganhos de empresas como Xstrata, Vedanta Resources, Antofagasta, Kazakhmys, Anglo American, Rio Tinto e BHP Billiton. O mercado está num ponto de discussão sobre a tendência dos preços dos metais. Há previsões para todos os gostos, com perspectiva de aumento de ganhos e de diminuição. Entre as mais recentes está a de ontem, feita pelo banco de investimentos UBS, que reduziu suas previsões para o preço do minério de ferro e para os lucros das principais produtoras australianas, citando a demanda mais fraca proveniente da China. O banco acrescentou que esse mercado também deverá ser afetado pela decisão dos chineses de aumentar sua própria produção, que no ano passado cresceu 47%. Entretanto, no dia 25, o departamento australiano de agricultura e recursos econômicos (Abare, na sigla em inglês) disse que os preços do minério de ferro devem subir 10% em 2007, diante da forte demanda das siderúrgicas asiáticas. Os valores dos contratos do minério aumentaram 71,5% em 2005 e, depois de negociações prolongadas, 19% este ano. O lado das quedas conta com Pão de Açúcar, Perdigão e Telemar ON. Segundo um analista, as ações do Pão de Açúcar sofrem com notícia de que o Wal-Mart programa investir R$ 850 milhões no Brasil em 2007, um volume recorde. A empresa espera abrir novas lojas no País no ano que vem. Já a Perdigão desconta os fortes ganhos de ontem, quando anunciou que ampliou sua oferta global de ações e ADRs (papéis negociados em Nova York) de 20 milhões para 32 milhões. Hoje, começo do período de "bookbuilding" (período de formação de preço), as ações já começam a cair, num movimento que tem se tornado tradicional na Bovespa: os investidores puxam o papel para baixo, na intenção de comprá-lo mais barato na oferta. Telemar devolve lucros, mas também já sofre com uma informação que vai na direção contrária da expectativa do mercado, de que o voto das PN facilitaria a aprovação do processo. Segundo a agência Dow Jones, o Genesis Investment Partners, que detém 6,25% das ações PN da Telemar, encaminhou um documento à SEC (comissão de valores mobiliários norte-americana) prometendo contestar a reorganização. Com isso, o Genesis, um fundo sediado em Londres que gerencia US$ 16 bilhões em ativos de mercados emergentes, junta-se ao californiano Brandes Investment Partners, que já havia informado antes à SEC que vai votar contra o plano.

Agencia Estado,

27 de setembro de 2006 | 12h13

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