Bovespa oscila após abertura, de olho no exterior

A recuperação iniciada pela Bovespa ao final da semana passada, um dia após renovar a pontuação mínima do ano, deve ter continuidade nesta segunda-feira. Amparados pelos ganhos exibidos nos mercados internacionais após a definição do cenário político na Itália, os negócios locais podem até tentar se reaproximar dos 55 mil pontos. Porém, a agenda econômica intensa já a partir de hoje tende a testar o vigor entre os ativos de risco. Por volta das 10h05, o Ibovespa oscilava em baixa de 0,03%, aos 53.911,94 pontos.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

22 de abril de 2013 | 10h17

Para o economista da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira, a Bovespa pode pegar carona na alta externa para iniciar os trabalhos desta última semana cheia de abril. "Os mercados melhores no exterior podem levar a Bolsa à terceira alta seguida", diz, referindo-se também aos ganhos verificadas na quinta e sexta-feira passadas.

Em meio a essa expectativa, um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista prevê que o Ibovespa encoste novamente no patamar dos 55 mil pontos, em breve. "O que complica é a aposta elevada dos estrangeiros na queda do índice", pondera. O profissional se refere à posição vendida dos investidores estrangeiros em Ibovespa, no mercado futuro, que pulou em quase 5 mil contratos, passando de aproximados 150 mil contratos em aberto no dia 18 para 155 mil contratos em aberto no dia 19 - última data disponível.

Porém, o dia caminha para ser novamente positivo, diante das novidades políticas na Itália. O país conseguiu reeleger Giorgio Napolitano, de 87 anos, como presidente para um inédito segundo mandato, de mais sete anos, após três dias de votações no Parlamento. Às 10h05, a Bolsa de Milão exibia ganhos mais robustos antes os demais pares europeus, com +1,64%, enquanto as bolsas de Frankfurt e de Paris cresciam 0,50% e 0,18%, respectivamente, no aguardo da divulgação da leitura preliminar de abril da confiança do consumidor na zona do euro, às 11 horas.

Já em Wall Street, o futuro do S&P 500 subia 0,22% às 10h05, de olho nos dados econômicos e nos balanços corporativos previstos para o dia. Há pouco, foi informado que o índice regional de atividade em Chicago caiu a -0,23 em março, de 0,76 em fevereiro. Logo mais, às 11 horas, é a vez das vendas de moradias usadas nos Estados Unidos no mês passado.

No Brasil, a novidade ficou com a pesquisa Focus, do Banco Central, que trouxe a redução da previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2013. Segundo o levantamento, as estimativas passaram de 8,50% para 8,25% ao ano, sendo que em maio a Selic deve subir outros 0,25 ponto porcentual, após a elevação de igual magnitude na semana passada. Na próxima quinta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) publica a ata da última reunião, quando interrompeu o ciclo de manutenção dos juros e retirou a Selic do mínimo histórico de 7,25%, por 6 votos a 2.

No noticiário corporativo, o Bradesco inaugurou a safra de balanços entre os grandes bancos privados, anunciando um lucro líquido ajustado de R$ 2,943 bilhões, que ficou em linha com as previsões de analistas consultados pela Agência Estado. Os números trimestrais mostram, segundo avaliação inicial de operadores, inadimplência e provisões para devedores duvidosos mais controladas. Entre amanhã e sexta-feira, a temporada doméstica de resultados financeiros traz os resultados financeiros de Vale, Santander, Usiminas e Petrobras.

Também chama atenção o anúncio da fusão na área de educação entre Kroton e a Anhanguera, via incorporação de ações da segunda pela primeira. As ofertas públicas de ações também dominarão os próximos dias, com a precificação do IPO de BB Seguridade, Smiles e Alupar, o follow on da Abril Educação e as OPA da Amil e da Comgás.

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