Bovespa oscila perto da estabilidade, sob sinal negativo

Bolsa paulista chegou a cair mais de 1%, virou para o terreno positivo com as ações da Petrobras, Bradesco e Banco do Brasil

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

11 de abril de 2014 | 11h49

A volatilidade marca o comportamento do mercado doméstico na manhã desta sexta-feira, 11, com sinais de melhora modesta em relação ao início da sessão. A Bovespa, que chegou a cair mais de 1%, virou para o terreno positivo e há pouco estava perto da estabilidade, com as ações da Petrobras, Bradesco e Banco do Brasil em alta moderada. O dólar à vista no balcão também chegou a virar com fluxo positivo, mas voltou a manter leve alta. Os juros futuros oscilavam em margens estreitas.

Hoje, o governo voltou a mostrar que está disposto a não poupar esforços nem perder oportunidades para falar sobre a economia, seguindo orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em evento em Porto Alegre esta manhã, a presidente Dilma Rousseff trocou o discurso mais burocrático de sempre por um mais voltado ao mercado. Ela garantiu que o governo irá controlar sistematicamente a inflação.

"Nós mantemos sistematicamente um olho e um controle na inflação, mesmo quando, devido à seca que ocorre no Sudeste e à chuva torrencial no Norte, tivemos impactos em alguns produtos alimentares", disse. As declarações da presidente chegam dois dias depois da divulgação do IPCA de março, cuja alta em 12 meses é de 6,15%, e depois de o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em pleno dia de ata do Copom, falar que a pressão dos alimentos na inflação "é temporária" e que os preços tendem a recuar.

Embora a fala de Dilma não tenha mexido com os juros futuros, o investidor segue atento aos sinais que o governo tenta passar, especialmente tendo em vista a piora recente da presidente em pesquisas de intenção de voto.

Às 11h23, o Ibovespa caía 0,09%, aos 51.082,77 pontos. Em Nova York, o Dow Jones perdia 0,75%, o S&P 500 tinha queda de 0,67% e o Nasdaq recuava 0,83%.

O dólar à vista no balcão subia 0,32%, a R$ 2,2080. O dólar futuro para maio operava estável, a R$ 2,2180. Segundo apurou a jornalista Silvana Rocha, houve entrada de recursos que seriam da Vale.

O DI para janeiro de 2015 exibia taxa de 11,06%, de 11,05% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 12,38%, de 12,31% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 estava em 12,65%, de 12,63%.

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