Bovespa perde 1,64% após notícias nos EUA e Tailândia

A cautela típica de véspera de reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que decide a taxa de juros norte-americana, associada à preocupação com o risco de "pouso forçado" nos EUA e mais o desconforto provocado pelo escândalo do dossiê, mantiveram a Bolsa de Valores de São Paulo pressionada durante toda a manhã. À tarde, houve ainda um golpe de Estado na Tailândia, que aprofundou a baixa na Bolsa paulista. O Ibovespa, principal índice, terminou o dia com perda de 1,64%, aos 35.885 pontos, novamente abaixo do patamar dos 36 mil pontos. Na mínima, o índice recuou 2,54%. Na máxima, subiu apenas 0,01%. O volume ficou em R$ 2,02 bilhões. A queda de 2,07% das ações preferenciais de Petrobras, por conta da desvalorização nos preços do petróleo, também pesou sobre o Ibovespa. Na Tailândia, no início da tarde (horário de Brasília), foi declarado estado de emergência, em meio a rumores sobre um golpe de estado. Mais tarde, o comandante geral do exército tailandês assumiu o poder e declarou lei marcial. O recuo da Bolsa no início do dia foi puxado pelo receio de "pouso forçado" da economia norte-americana, depois da queda forte, de 6%, o dobro do previsto, no número de construções residenciais iniciadas em agosto. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI) apontou inflação bem mais fraca que a prevista (o índice cheio subiu 0,1% e o núcleo recuou 0,4%, ante expectativa de alta de 0,2% para ambos), fazendo crescer nos investidores o temor de uma desaceleração mais forte do que a esperada.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 17h31

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