Bovespa perde força e cai

Às 12h25 o Ibovespa registrava desvalorização de 0,07% aos 66.399 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

27 de julho de 2010 | 12h12

A Bovespa operou em alta a maior parte desta manhã de terça-feira, beneficiando-se do cenário externo positivo, com a divulgação de balanços favoráveis dos bancos europeus. A divulgação de dados abaixo do esperado sobre a confiança do consumidor nos Estados Unidos, no entanto, reduziu o ímpeto visto na primeira hora do pregão. Empresas de varejo e construção são destaques entre as altas, enquanto as siderúrgicas puxam as baixas.

 

Às 12h25 o Ibovespa registrava desvalorização de 0,07% aos 66.399 pontos, após ter alcançado a máxima de 67.102 pontos (+0,99%). O giro financeiro era de R$ 2 bilhões, com previsão de R$ 6,61 bilhões para o fechamento. No mesmo horário, o Dow Jones caía 0,20% e o S&P 500 registrava queda de 0,38%.

 

Para a chefe de análise da Spinelli Corretora, Kelly Trentin, os setores de varejo e construção seguem beneficiados pelo aquecimento da economia brasileira, com o aumento da renda do trabalhador, aumento da oferta de crédito e queda nos índices de desemprego. "A economia estável traz maior segurança para o consumidor se endividar", destaca.

 

Sobre o setor de construção, especificamente, Kelly ressalta ainda o aumento da oferta de imóveis aliado a uma demanda aquecida, além dos bons resultados apresentados pelas construtoras em suas prévias operacionais. MRV opera em alta de 1,69% e Rossi sobe 1,56%, ambas entre as maiores altas do Ibovespa.

 

B2W sobe 2,17%, Natura avança 1,93% e Lojas Renner registra ganhos de 1,90%, todas entre as maiores altas do Ibovespa. Outras empresas do setor também sobem com Lojas Americanas (+1,44%) e Pão de Açúcar (+1,40%), sendo este último com boas perspectivas para o balanço financeiro, que será divulgado hoje após o fechamento do mercado.

 

O estrategista de renda variável para pessoa física da corretora Santander, Maurício Ceará, acrescenta ainda que o bom resultado apresentado pela Marisa também ajuda a reforçar a boa visão do mercado para o setor. A empresa registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho, o que representa crescimento de 23,6% em relação ao mesmo período de 2009.

 

LLX sobe 3,13% e lidera a lista de maiores altas do Ibovespa. Itaú lidera as compras, seguido pela XP Investimentos e Citi Group. O operador de mesa da Um Investimentos, Paulo Hegg, lembra que os papéis subiram nos últimos dias beneficiados por notícias de investimentos em infraestrutura para atender a Copa e as Olimpíadas, que serão realizadas no Brasil em 2014 e 2016, respectivamente.

 

Figuram ainda na lista de maiores altas do Ibovespa Sabesp (+1,53%), Cosan (+1,66%) e Souza Cruz (+1,54%).

 

Mineração e siderurgia

 

Vale PNA recua 0,40% e PN cede 0,79%. Algumas siderúrgicas acompanham. CSN lidera a lista de maiores quedas do Ibovespa, com recuo de 1,82%, seguida por Gerdau, com perdas de 1,51%. Fora do grupo de maiores baixas está Gerdau Metalúrgica (-0,52%). A exceção fica por conta de Usiminas PNA (+0,45%) e Usiminas ON (+0,07%).

 

Ceará, do Santander, destaca que além de uma realização de lucros após a alta registrada nas últimas semanas, as ações do setor reagem negativamente à declarações de autoridades do Banco Popular da China de que o crescimento da economia local pode ser mais fraco que o projetado inicialmente. Outro sinal de que o crescimento econômico pode ser menor veio da Índia, que elevou sua taxa básica de juros.

 

Petrobrás

 

Petrobras PN sobe 0,22% e ON cede 0,38%. Hoje o preço do petróleo opera com queda de cerca de 0,85% na Nymex

eletrônica para a casa dos US$ 78,30 o barril. OGX do empresário Eike Batista, sobe 0,75%.

 

Figuram ainda na lista de maiores baixas do Ibovespa CPFL (-1,50%), Embraer (-1,31%), Brasil Ecodiesel (-1,18%), GOL (-1,12%), Eletrobras ON (-1,15%) e MMX (-1,02%).

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