Bovespa reage à inflação norte-americana e oscila

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem uma manhã volátil, reagindo à oscilação do juro dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries) e do mercado de ações em Wall Street. Após subir até 0,64%, atingindo nova máxima histórica (39.825 pontos), a bolsa paulista desacelerou e chegou a operar em baixa de 0,20%. Às 11h35, o Ibovespa, o principal índice da Bovespa, caía 0,06%, aos 39.549 pontos. O mercado está assimilando o resultado acima do esperado do núcleo (exclui os preços de energia e alimentos) do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, de março, divulgado pela manhã. O núcleo subiu 0,3% ante estimativa de 0,2%, mas o índice cheio ficou em 0,4%, dentro das previsões. Após o dado, o juro do título do Tesouro norte-americano de 10 anos voltou ao nível de 5% ao ano, o que está limitando a alta das bolsas em Nova York. Às 11h35, o Nasdaq registrava variação negativa de 0,18% e o Dow Jones recuava 0,17%. Segundo operadores, o fato de a Bovespa ter subido muito ontem pode abrir espaço para uma realização pontual de lucros, aproveitando esse CPI pior do que o esperado nos EUA e também a expectativa com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), embora não se espera surpresas desse encontro. A maioria aposta em corte da Selic de 0,75 ponto porcentual. O dólar também está oscilando hoje, influenciado pelo CPI, mas sem definir tendência. Às 11h35, o dólar comercial operava estável, a R$ 2,117. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a moeda norte-americana caía 0,09%, a R$ 2,114.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.