Bovespa recua 1,44% e registra sexta queda seguida

No mês, o ínidce paulista apura queda de 5,40% e no ano recuo de 6,88% 

Sueli Campo, da Agência Estado,

26 de agosto de 2010 | 17h37

As vendas de ações se aceleraram no começo da tarde e a Bovespa não só devolveu toda a valorização da manhã como perdeu um suporte importante, dos 64 mil pontos, completando o sexto pregão consecutivo de baixa. O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 1,44%, aos 63.867,48 pontos, pressionado mais uma vez pelo pessimismo em relação à lentidão da recuperação da economia norte-americana. Com mais este desempenho negativo, a Bovespa passa a acumular prejuízo de 5,40% no mês de agosto e de -6,88% no ano. O volume financeiro, de R$ 5,469 bilhões, foi semelhante ao de ontem.

As bolsas em Nova York fecharam no vermelho. O índice Dow Jones encerrou abaixo dos 10 mil pontos, em queda de 0,74% (dado preliminar), o que, de acordo com os operadores, contribuiu para chamar mais vendas na Bolsa brasileira.

Pela manhã, o mercado de ações norte-americano tentou sustentar a alta de ontem, mas a cautela falou mais alto nesta véspera do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e da revisão do dado preliminar do PIB dos EUA referente ao segundo trimestre. A queda de 31 mil no número de novos pedidos de auxílio-desemprego feito na semana passada, favoreceu uma abertura positiva das Bolsas nos EUA durante a manhã. Mas os investidores voltaram a ficar na defensiva após a divulgação do índice de atividade do Fed de Kansas City, que caiu para zero em agosto, ante 14 em julho. No início da tarde, o Fed de Chicago informou que o índice industrial do Meio-Oeste subiu 2,2% em julho, para o maior patamar desde dezembro de 2008, a 81,4, mas o efeito desse último dado foi neutro.

A Bovespa também teve seu desempenho agravado pela indefinição sobre a capitalização da Petrobras, queda das ações dos bancos e de Usiminas.

As ações de Petrobrás também oscilaram hoje. Após subirem pela manhã, os papéis da petrolífera se firmaram em baixa e fecharam nas mínimas do dia. A ON caiu 2,15% e a PN -1,46%, refletindo o desânimo dos investidores com a demora na definição do preço do barril do petróleo que será usado como referência na cessão onerosa de até 5 bilhões de barris pela União à estatal. O valor só deverá ser fixado na próxima semana. Hoje, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse não acreditar na possibilidade de o preço do barril do petróleo ser fechado até o final desta semana. "Eu acho que na sexta não fechamos", disse a ministra.

Vale também fechou no negativo. Os papéis PNA cederam 0,56% a R$ 40,70 e os ON -1,12% para R$ 45,86.

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