Bovespa recua, agitada com exterior e Sadia e Perdigão

A semana começa agitada na Bolsa de Valores de São Paulo, não só pelo agravamento do conflito no Oriente Médio, mas também por uma notícia doméstica inesperada: o oferta da Sadia para comprar a Perdigão, que se concretizada pode resultar num negócio de até R$ 3,7 bilhões. A oferta é válida até 24 de outubro de 2006 e a conclusão da operação está condicionada à aquisição de, no mínimo 50% mais uma ação. A Sadia se propõe a pagar R$ 27,88 por ação da Perdigão. A expectativa é de que Perdigão ON, que fechou o pregão da sexta-feira cotado a R$ 23,00, registre alta, ajustando-se ao valor proposto pela Sadia. Já em relação a Sadia, a tendência natural seria de queda das ações. Vale destacar que na semana passada, as ações da Sadia e da Perdigão tiveram alta forte, na contramão do mercado. Sadia PN subiu 8,15% e a Perdigão ON, +13,02%, enquanto o Ibovespa encerrou a semana com perda de 2%. Embora seja uma notícia importante do ponto de vista corporativo e que deve representar um marco para o mercado brasileiro de ações, o impacto nos negócios deve ficar localizado nos dois papéis. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa paulista, abriu em forte queda e chegou a cair quase 1% nos primeiros minutos de pregão. Às 10h24, operava em baixa de 0,45% a 35.191 pontos. As atenções dos investidores continuam voltadas para o Oriente Médio, onde o conflito entre Israel e o Hizbollah piorou e tem impacto direto no mercado de petróleo. Muitos analistas vêem a possibilidade de o barril chegar a US$ 80 no curto prazo. Essa é uma semana quente em indicadores econômicos nos EUA, o que deve manter o mercado volátil. Amanhã sai nos EUA o índice de preços ao produtor (PPI) e na quarta o índice de preços ao consumidor (CPI). Na quinta-feira, sai a ata da última reunião do Fomc (comitê de mercado aberto do banco central americano). Além disso, estão previstos para esta semana dois depoimentos do presidente do Fed, Ben Bernanke, a comitês do Congresso, na quarta-feira e na quinta. A semana é forte também em balanços de empresas norte-americana como Intel, Microsoft, Yahoo!, Coca-Cola, Johnson & Johnson, Merrill Lynch, Motorola, Ford e Google, entre outras. Aqui, o Comitê de Política Monetária do Banco Central divulga a decisão sobre taxa de juro básica (Selic) no final da quarta-feira.

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