Bovespa recua com ações do setor de construção

Papéis seguem pressionados pela perspectiva de aperto no crédito financeiro

Luciana Collet, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2010 | 12h57

A Bovespa segue de lado nesta primeira hora e meia de negócios. O vencimento de opções sobre ações hoje ajuda a deixar a Bolsa mais volátil, mas profissionais de mercado avaliam que a maior pressão vem da China, com investidores temerosos quanto à possibilidade de um aumento de juros no país, esperado para janeiro. Preocupações com a crise das dívidas na Europa seguem no radar dos agentes, ao mesmo tempo em que a tensão entre as vizinhas Coreias é renovada. Mas alguns papéis se recuperavam das recentes quedas.

ÀS 15h03, o Ibovespa caía 0,20%, aos 67.852 pontos. O giro financeiro era de R$ 3,41 bilhões, inflado pelo vencimento de opções, com previsão para alcançar os R$ 12 bilhões no encerramento da sessão. Em Nova York, o Dow Jones subia 0,07%, o Nasdaq tinha alta de 0,05% e o S&P 500 avançava 0,19%.

Dentre as maiores quedas do Ibovespa, destaque para as construtoras, que seguem pressionadas pela perspectiva de aperto no crédito financeiro. MRV ON liderava as baixas do Ibovespa, com perda de 1,93%. Segundo o operador da UM Investimento, Eduardo Camargo Oliveira, o mercado ainda busca assimilar a venda de 12 milhões de ações realizada na semana passada pelo acionista e diretor-presidente da empresa, Rubens Menin Teixeira de Souza. Dessa forma, a posição acionária dele, direta e indireta, passou de 34,6% para 32,1% do total de ações da companhia. "Trata-se do maior acionista individual, que também é o CEO da empresa, e o investidor se pergunta: 'o que ele sabe que o mercado não sabe?", diz.

Também na lista das maiores baixas estavam Brookfield (-1,37%) e Rossi Residencial (-1,25%). Gafisa perdia 0,35%; PDG recuava 1,14%. Mas Cyrela conseguia se segurar em território positivo com alta de 0,52%.

Klabin PN (-0,86%) também se destacava entre as maiores baixas, com investidores realizando ganhos acumulados no mês. Em dezembro, o papel registra alta de 17,55%. Os demais papéis do setor apresentavam comportamento divergente: Fibria ON subia 0,38% e Suzano PNA caía 0,26%.

As commodities também apresentavam movimentos mistos; Petrobrás PN recuava 0,08% e a ação ON baixava 0,10%, enquanto o barril do petróleo subia 0,25% na Nymex eletrônica. A OGX baixava 0,78%.

Vale PNA subia 0,74% e Vale ON ganhava 0,65%. Mais cedo, os metais operavam em leve alta, em meio a um volume baixo de negociação e a coberturas de vendas a descoberto.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN baixava 0,48%; CSN caía 0,44% enquanto Usiminas ON subia 0,94%.

As ações de empresas ligadas ao mercado de consumo se recuperam das quedas verificadas na semana passada com Lojas Renner (+3,70%); Natura (+1,34%) e B2W (+1,05%) entre as maiores altas do Ibovespa.

Fora do índice, destaque para Droga Raia, que estreou hoje na Bolsa e há pouco subia 6,96%.

Já Hypermarcas recuava 3,12% após anunciar a compra da Mantecorp, num negócio de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

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