Bovespa recua com realização de lucros

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta nesta quinta-feira e, se o mercado externo ajudar, a bolsa paulista tem tudo para sustentar nos 39 mil pontos reconquistados ontem. Mas justamente pelo fato de o Ibovespa, o principal índice da Bovespa, estar de novo no topo, pode chamar alguma realização de lucros, que pode ser absorvida no decorrer do dia. Às 10h25, a bolsa paulista já indicava que poderá aproveitar a quinta-feira para fazer alguma realização. Naquele horário, o Ibovespa recuava 0,24%, aos 38.960 pontos. A principal referência do mercado doméstico, as bolsas norte-americanas, operam com viés levemente negativo, nessa véspera de divulgação do número de vagas de trabalho criadas em março (o chamado payroll), que desde o início da semana vem provocando muita expectativa. O juro do título do Tesouro dos Estados Unidos (treasury) de 10 anos operava com ganho por volta das 10 horas, no nível de 4,94% ao ano. A alta superior a 1% nas cotações de petróleo contribui para inibir o ânimo dos investidores. Aqui, a elevação nos preços do petróleo pode impulsionar as ações de Petrobras. Os preços das demais commodities, como ouro e cobre, estavam, mais cedo, na máximas históricas. No Brasil, o noticiário econômico segue trazendo boas notícias. Depois do Indicador de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de ontem favorável, hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou deflação de 0,45% no Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de março, surpreendendo até os mais otimistas, que esperavam, no máximo, queda de 0,35%. Com isso, aumenta a expectativa positiva em relação ao resultado do IPCA, usado pelo Banco Central (BC) como meta oficial de inflação, do mês passado, que sai amanhã. A outra notícia favorável é a entrada líquida de R$ 70,023 milhões de capital externo no primeiro pregão da Bovespa de abril, o do dia 3. As mudanças na diretoria do Banco Central, anunciadas esta manhã, mas que já vinham sendo esperadas, devem ter efeito neutro nos negócios, mas a leitura dos analistas é positiva. "Todos são nomes muito bons", afirmou o diretor de uma instituição financeira. O BC informou que o economista Paulo Vieira da Cunha, atualmente professor na Universidade Columbia, nos EUA, e que foi do Lehman Brothers e do HSBC, e Mário Mesquita, que estava no banco ABN Amro, vão substituir, respectivamente, Alexandre Schwartsman na diretoria de Assuntos Internacionais e Alexandre Tombini na diretoria de Estudos Especiais. O Banco Central também anunciou que Tombini passará a ocupar a diretoria de Normas. Darcy será indicado para o Conselho de Administração da Centrus, o fundo dos funcionários do BC.

Agencia Estado,

06 Abril 2006 | 10h28

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