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Bovespa recua e avalia efeito Bolívia na Petrobras

Mais do nunca Petrobras, que tem o maior peso no Ibovespa (o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo/Bovespa), deve monopolizar as atenções do investidores nesse retorno do feriado prolongado, por conta da decisão do governo boliviano de nacionalizar as reservas de gás e petróleo no país. A Bovespa abriu em baixa de 0,21% e às 10h06, recuava 0,08%, aos 40.329 pontos. A decisão de ontem do presidente boliviano, Evo Morales, de estatizar o gás e o petróleo, subindo de 50% para 82% o imposto cobrado, surpreendeu o governo brasileiro, que utiliza em larga escala o produto (75% do gás consumido em São Paulo vem de lá). O presidente Lula convocou reunião de emergência para o final desta manhã com ministros, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e assessores para discutir o decreto de Morales, que deixa margem a dúvidas. Pelo decreto do presidente boliviano, as empresas que não assinarem os novos contratos terão prazo de seis meses para deixar a Bolívia. Na sexta-feira, a Bovespa subiu 1,54%. Petrobras foi o papel foi o mais negociado, tendo encerrado o pregão em alta de 1,83%. Segundo analistas, a reação dos papéis de Petrobras vai depender também do desempenho do mercado internacional. As principais bolsas do mundo estão subindo hoje. O Nasdaq futuro avançava 0,41% e o S&P 500 registrava ganho de 0,37%, se recuperando da queda de ontem. O petróleo, por sua vez, opera em alta, acima de US$ 74 o barril, o que pode vir a funcionar como um contraponto positivo para as ações de Petrobras. Mas nem sempre essa correlação é seguida ao pé da letra. O dia começa com outra notícia de impacto, embora já fosse amplamente esperada: o anúncio da compra do BankBoston pelo Itaú com troca de ativos. Comunicado distribuído pelo Bank of America Corporation, por meio da agência Dow Jones, informa que a instituição fechou um acordo para trocar suas operações do BankBoston no Brasil por ações do Banco Itaú. O Bank of America também concordou em negociar, exclusivamente, a venda de seus ativos do BankBoston no Chile e no Uruguai e outras determinadas operações e contas na América Latina para o Banco Itaú. O valor total das operações no Brasil é estimado em, aproximadamente, US$ 2,2 bilhões em ações do Itaú. Apesar de mais curta, com apenas quatro dias, a semana é forte em divulgações de balanços de empresas brasileiras. Amanhã saem os balanços de Gerdau, Cemig e Submarino entre outras. Na quinta-feira, saem os números EE Braskem, Grendene e Vivo, e na sexta, Arcelor e TIM.

Agencia Estado,

02 de maio de 2006 | 10h08

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