Bovespa recua em dia de noticiário corporativo agitado

Às 10h40 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,18%, aos 66.552,73 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

28 de julho de 2010 | 10h22

O noticiário corporativo ganha importância no Brasil, com a safra de balanços e operações de aquisição entre empresas, agitando o pregão de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Porém, a queda das encomendas de bens duráveis nos EUA, ante a expectativa de alta, azedou o humor dos investidores no exterior. Às 10h40 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,18%, aos 66.552,73 pontos.

A espanhola Telefónica chegou a um acordo com a Portugal Telecom (PT) para comprar a fatia que a empresa portuguesa detém na brasileira Vivo, após ter elevado a oferta para 7,5 bilhões de euros. A PT aproveitou parte dos recursos a serem adquiridos com a venda para comprar 22,4% de participação na Oi, em um pagamento máximo de R$ 8,44 bilhões, em negócio que teria o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a operadora brasileira, não haverá mudança no controle das companhias e o acordo prevê a aquisição de 10% do capital social pela PT.

Além disso, a Vivo anunciou que registrou um aumento de 29,9% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, para R$ 236 milhões. Já a Telefônica teve ganhos de R$ 695,3 milhões no período entre abril e junho de 2010, equivalente a um aumento de 10,3% ante o acumulado nos mesmos meses de 2009.

No setor financeiro, o Bradesco inaugurou a safra de balanços entre os bancos e anunciou um aumento de 4,7% do lucro no segundo trimestre deste ano, para R$ 2,405 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, a alta foi de 14,4%. O banco também informou lucro líquido ajustado de R$ 4,602 bilhões nos seis primeiros meses de 2010, o que representa um crescimento de 16,4% ante o mesmo período de 2009. A carteira de crédito cresceu 15%, para R$ 244,788 bilhões ao fim de junho.

No exterior, a temporada de balanços segue a todo vapor, com novos números robustos de bancos europeus e também de companhias do setor de tecnologia. Os resultados, no entanto, são incapazes de dar uma direção para os negócios na Europa, ao passo que o mercado em Nova York é pressionado pela queda de 1% nas encomendas de bens duráveis nos EUA em junho, ante expectativa de alta de 1,1%.

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