Bovespa recupera 64 mil pontos ajudada por blue chips

No mês, o Ibovespa tem queda acumulada de 3,07% e, no ano, de 7,51%

Claudia Violante, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 17h38

Depois de oscilar pela manhã sem definir que rumo seguiria, o índice Bovespa passou a operar em alta à tarde e retomou os 64 mil pontos. A melhora das Bolsas norte-americanas abriu espaço para um desempenho doméstico mais firme, em que as blue chips (ações de primeira linha) e as ações de bancos tiveram papel de destaque.

O Ibovespa terminou o pregão em alta de 1,12%, aos 64.098,57 pontos, maior nível desde os 64.876,88 pontos de 10 de maio. Na mínima do dia, registrou 63.232 pontos (-0,25%) e, na máxima, os 64.121 pontos (+1,16%). Foi o terceiro pregão seguido de alta, período no qual subiu 2,81%. No mês, entretanto, tem queda acumulada de 3,07% e, no ano, de 7,51%. O giro financeiro totalizou R$ 6,91 bilhões. Os dados são preliminares.

O dia teve noticiário morno e, apesar de indicadores econômicos fracos nos EUA, os investidores ousaram assumir um pouco mais de posições compradas, sobretudo em blue chips e bancos. As ações ordinárias (ON) da Petrobrás fecharam com valorização de 1,04% e as preferenciais (PN), de 1,26%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo recuou 1,08%, a US$ 100,23 o barril. Vale ON terminou com variação positiva de 1,56% e Vale PNA, de 1,66%, em dia de queda majoritária dos preços de metais negociados em bolsa de commodities.

No segmento financeiro, Bradesco PN ganhou 2,92%, Itaú Unibanco PN, 3,22%, BB ON, 3,12%, e Santander unit, 2,23%. Uma das razões para essa boa performance desses papéis, segundo alguns profissionais, pode ser encontrada nos dados do IBGE, que mostraram queda da taxa de desemprego para 6,4% em abril, a menor para este mês desde 2002.

A melhora da Bolsa brasileira teve uma contribuição do mercado norte-americano, onde os investidores reavaliaram os dados ruins conhecidos pela manhã e fizeram algumas compras, poucas. O índice Dow Jones terminou com valorização de 0,07%, aos 12.402,76 pontos, o S&P-500 subiu 0,40%, aos 1.325,69 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,78%, aos 2.782,92 pontos.

A primeira revisão do PIB norte-americano repetiu o número inicial, de 1,8% de expansão no primeiro trimestre deste ano. Os economistas, no entanto, esperavam um aumento de 2,2% do PIB dos EUA. Os pedidos de auxílio-desemprego feitos no país na semana passada contrariaram a previsão de queda de 4 mil e subiram em 10 mil para 424 mil, após ajustes sazonais. E o índice de atividade industrial do Fed de Kansas City, que mede a produtividade, caiu para 1 em maio, de 14 em abril e do nível recorde de 27 em março. Leituras acima de zero significam expansão. As ações na Europa não tiveram fechamento uniforme, embora o sinal negativo tenha predominado.

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