Bovespa registra mínimas pressionada por pesquisas eleitorais

Investidores responderam à pesquisa que mostra ligeira vantagem para Dilma; queda dos mercados externos também influencia 

Denise Abarca, Agência Estado

23 de setembro de 2014 | 13h59

A tentativa de recuperação no final da manhã não prosperou e a Bovespa começou a tarde aprofundando as perdas, na medida em que as bolsas norte-americanas também se firmavam no terreno negativo. Além do comportamento das bolsas em Nova York, a Bolsa brasileira é influenciada negativamente pelo cenário eleitoral doméstico, uma vez que a pesquisa CNT/MDA divulgada pela manhã já mostrou uma ligeira vantagem da candidata à reeleição à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, ante a adversária Marina Silva (PSB), em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

Às 14h11, o Ibovespa renovou, mais uma vez, a mínima do dia. Em queda de 1,29%, aos 56.086,44 pontos.

Na pesquisa MDA, Dilma oscilou de 38,1% para 36% das intenções de voto ante a pesquisa anterior e Marina caiu de 33,5% para 27,4% na comparação para a sondagem divulgada do dia 9 de setembro. O candidato do PSDB, Aécio Neves, subiu de 14,7% para 17,6%. No principal cenário de disputa para segundo turno, Dilma tem 42% contra 41% de Marina, empatadas tecnicamente. No levantamento anterior, Marina e Dilma também estavam tecnicamente empatadas, mas a candidata do PSB tinha 45,5%, contra 42,7% da petista.

Os números elevam a expectativa pelos resultados da pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo a ser divulgada hoje, após o fechamento dos negócios.

Com isso, entre as ações mais castigadas estão as do "kit eleições" - Petrobrás PN caía 2,87%, Eletrobras ON cedia 2,34% e Banco do Brasil ON caía 1,60%.

Em Nova York, Dow Jones e S&P 500 tinha declínio de 0,47% e 0,38%, após ensaiarem melhora com os indicadores favoráveis da economia dos EUA e da China conhecidos mais cedo. Pesam também as perdas de ações de empresas americanas que estão negociando a compra de companhias estrangeiras com a intenção de mover suas sedes a outros países e, assim, pagar menos impostos - as chamadas "tax inversions" - depois que o governo dos EUA lançou, na noite de ontem, medidas para combater a prática.

Após uma manhã volátil, o dólar começou a tarde em alta, pressionado pelas pesquisas de intenção de voto em meio a um comportamento misto das moedas no exterior. Às 13h25, o dólar à vista no balcão subia 0,58%, a R$ 2,409. Por volta de 14h11, estava perto da estabilidade, a R$ 2,410, alta de 0,01%.

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