Bovespa rende-se ao pessimismo e cai, influenciada por exterior e balanços

Dia é marcado pelo balanço da Vale; lucro da empresa caiu 68,6% no segundo trimestre

Luciana Antonello Xavier, Agência Estado

31 de julho de 2014 | 10h33

SÃO PAULO - A Bovespa opera no vermelho, pressionada pelo mau humor dos futuros de Nova York e das praças europeias. O mercado local também digere a cesta de balanços corporativos do segundo trimestre do dia, com destaque para o lucro menor que o esperado da Vale, mas com Ebitda melhor, e o lucro acima das projeções do Bradesco. Também divulgaram resultados esta manhã Santander, Ambev e Embraer. Às 12h42, o Ibovespa caía 2%, aos 55.738 pontos. Os papéis da Petrobrás chegavam a cair mais de 2%: PN (-3,63%) e ON (-3,41%). 

As ações da Vale subiam 0,83% (PNA) e 0,50% (ON). O lucro líquido da mineradora foi de US$ 1,428 bilhão, 25% menor que as estimativas (US$ 1,921 bilhão) e quase 70% menor do que o lucro do trimestre anterior. O Ebitda ajustado de US$ 4,104 bilhões, no entanto, ficou pouco mais de 9% acima do esperado pelo Goldman Sachs e foi citado na decisão do banco de reiterar a recomendação de compra para as ações da mineradora.

As ações do Bradesco PN perdiam 1,49%, apesar do resultado positivo do trimestre. O lucro líquido contábil do banco foi de R$ 3,778 bilhões, 5,6% acima das projeções (R$ 3,578 bilhões). Além disso, o UBS elevou a recomendação para ações do banco de neutro para compra após balanço.

Na Europa, ajudam a explicar o pessimismo acentuado dos investidores o prejuízo histórico do Banco Espírito Santo (BES), que pesam na Bolsa de Lisboa, e a decepção com os balanços da  Adidas e da Deutsche Lufthansa, que obstruem o desempenho da Bolsa de Frankfurt, enquanto as perdas do BNP Paribas estão contabilizadas na queda da Bolsa de Paris hoje. Além disso, a inflação baixa na zona do euro em julho também preocupa. O índice de preços ao consumidor (CPI) na zona do euro subiu 0,4%, em linha com as expectativas, mas o menor nível desde outubro de 2009, e um sinal de fraqueza da economia da região apesar da política frouxa do Banco Central Europeu (BCE). 

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