Bovespa retoma alta, animada por ambiente externo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sinaliza disposição de retomar o sinal de alta, após dois pregões de fraca realização de lucros, quando os investidores aproveitaram para embolsar os ganhos dos últimos dias. A Bolsa abriu no azul e tinha valorização de 0,97%, às 10h16, a 49.545 pontos, estabelecendo nova máxima histórica durante o pregão. A Bovespa reage ao comportamento favorável externo e, claro, à melhora crescente dos fundamentos da economia brasileira. Nos Estados Unidos, a alta acima do esperado do indicador de encomendas de bens duráveis de março, que subiu 3,4% ante previsão de 2,7%, vem na seqüência de mais uma série de bons resultados corporativos (Amazon ontem à noite e Pepsico hoje cedo), reforçando ainda mais o otimismo dos investidores. Os índices futuros de ações norte-americanos ampliaram os ganhos após o dado de encomendas. Se permanecer esse comportamento, o principal índice da Bolsa de Nova York (Dow Jones) pode atingir os esperados 13 mil pontos. Mas o dia ainda reserva indicadores e divulgações importantes, como o Livro Bege, um resumo da atual condição econômica dos EUA, as vendas de imóveis novos, e o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke. Bancos No Brasil, há forte expectativa com as ações do setor bancário diante da disputa pelo holandês ABN Amro. O consórcio Royal Bank of Scotland, Santander e Fortis fez contraproposta de compra, depois de ter sido anunciado na segunda-feira plano de fusão com o britânico Barclays. O consórcio propõe o pagamento de 39 euros por ação do grupo holandês, totalizando 72,2 bilhões de euros (US$ 98,3 bilhões ou cerca de R$ 200 bilhões), sendo 70% desse valor em dinheiro e 30% em ações do também britânico RBS. A proposta do Barclays somou 67 bilhões de euros (US$ 91 bilhões ou aproximadamente R$ 185 bilhões). Os papéis do ABN subiam 4,3% na Holanda, enquanto os do Santander cediam 0,30% e os do RBS, 1,29%. Segundo operadores, essa nova proposta valoriza ainda mais a operação brasileira do banco, o ABN Amro Real. O importante, dizem analistas, é saber qual o valor que o futuro comprador estaria interessado em pagar pela operação no Brasil. Telefonia Os papéis do setor de telefonia devem continuar sendo destaque. Notícias sobre eventual mudança no controle da Vivo, que levaram a uma alta das ações de 6,55%, podem permanecer. Hoje, o diário espanhol Cinco Dias informa que a Portugal Telecom (PT) teria concordado em vender para a Telefónica a participação de 50% que detém na Vivo, citando fontes próximas às negociações. O principal obstáculo para a conclusão do negócio, conforme o jornal, é o preço pedido pela Portugal Telecom por sua fatia - que pode ser próximo de 3 bilhões de euros (US$ 4,08 bilhões). Siderurgia O lucro líquido consolidado da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no primeiro trimestre do ano, de R$ 763 milhões, superou em 57% as estimativas de alguns analistas.

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