Bovespa se ajusta ao resultado Ibope e recua

Comportamento da Bolsa brasileira vai na contramão do sinal positivo exibido pelos índices futuros das Bolsas de Nova York

Olívia Bulla, Agência Estado

08 de agosto de 2014 | 10h42

A Bovespa abriu o pregão desta sexta-feira, 08, ajustando-se à pesquisa Ibope, divulgada na quinta-feira, 07, à noite, que não trouxe grandes novidades sobre a corrida presidencial e frustra as apostas de que a presidente Dilma Rousseff (PT) perderia intenções de voto. Com isso, o comportamento da Bolsa brasileira vai na contramão do sinal positivo exibido pelos índices futuros das Bolsas de Nova York. Ainda assim, os ganhos em Wall Street foram momentaneamente abalados pela informação do Pentágono de que um avião militar dos Estados Unidos teria atingido artilharia do grupo Estado Islâmico.

Às 10h15, o Ibovespa caía 0,71%, aos 55.788,13 pontos, não muito distante da pontuação mínima do dia, em queda de 0,81%, aos 55.735 pontos. Entre as ações brasileiras, destaque para Petrobras, que figurava no ranking de maiores baixas, com -1,97% nos papéis ON e -1,84% nos PNA. Também na lista negativa, estava Banco do Brasil ON, em queda de 1,43%.

As empresas estatais reagem aos números do Ibope de ontem. Conforme o levantamento, Dilma Rousseff manteve os 38% de intenção de voto apontados anteriormente, enquanto os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) oscilaram apenas um ponto para cima cada um, ficando com 23% e 9%, respectivamente. Num eventual segundo turno, a petista ganharia o pleito contra seus dois principais adversários. No entanto, apesar de liderar a corrida presidencial, Dilma possui a maior rejeição entre os candidatos, com 36%. Ainda segundo o instituto, 32% consideram o governo Dilma "ótimo" ou "bom" e 31% consideram-no "ruim" ou "péssimo".

No âmbito corporativo, destaque também para o balanço trimestral que a Petrobras divulga hoje, após o fechamento dos negócios. As projeções dos analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, para o resultado financeiro da estatal petrolífera são favoráveis. Eles esperam um aumento de 11,1% no lucro do segundo trimestre, para R$ 6,9 bilhões, em consequência da valorização do dólar e aumento da produção de petróleo. Nesta manhã o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estará em São Paulo para a reunião do conselho de administração da companhia petrolífera, como sempre ocorre em dia de anúncio de resultados.

Ainda por volta do mesmo horário, no mercado futuro em Nova York, o índice Dow Jones subia 0,07% e o S&P 500 tinha alta de 0,18%, mas ainda trazendo dúvidas sobre a direção no pregão regular, diante da notícia de que caças norte-americanos bombardearam uma região autônoma no nordeste do Iraque, o que amplia a lista das preocupações geopolíticas globais.

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