Bovespa se descola de NY e fecha em alta de 0,89%

Ibovespa subiu 0,89%, recuperando novamente os 68 mil pontos (68.325,18), após ter batido a máxima de 1,23% pela manhã

Sueli Campo, da Agência Estado,

22 de setembro de 2010 | 17h56

A Bovespa operou descolada do exterior nesta quarta-feira, último dia de reserva de ações para os investidores do varejo e véspera da definição do preço da oferta pública de Petrobras. O Ibovespa subiu 0,89%, recuperando novamente os 68 mil pontos (68.325,18), após ter batido a máxima de 1,23% pela manhã. O volume financeiro somou R$ 7,4 bilhões. Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,20%; o S&P 500 cedeu -0,48% e o Nasdaq declinou 0,63%.

O fim da pressão da oferta pública de Petrobras permitiu que outros papéis importantes do Ibovespa desviassem novamente o foco para os fundamentos, como por exemplo Vale, que desde cedo engatou alta firme. Vale PNA subiu 1,57% e a ON avançou 1,80%. "Com a oferta de Petrobras chegando ao fim, ações importantes do índice à vista que ficaram travadas este mês devem voltar a ganhar vida própria, seguindo os fundamentos do setor e da empresa", afirma o gerente de uma corretora brasileira.

Petrobras fez sombra neste mês de setembro a praticamente todos os papéis da Bolsa. Primeiro, com os investidores tentando entender a operação de capitalização, a maior de todos tempos, e depois fazendo caixa para comprar papéis da estatal.

A valorização da Bovespa hoje só não foi maior por causa da continuidade da pressão vendedora em cima de Petrobras. As preferenciais caíram 1,40, cotadas a R$ 25,98, negociando um giro elevado, de R$ 1,137 bilhão. As ordinárias recuaram 0,40%, a R$ 29,68.

As ordens de compra na Bovespa foram estimuladas também, no caso das ações ligadas às commodities como Vale, pelo bom desempenho dos metais no exterior. Os metais básicos negociados em Londres encerraram a quarta-feira em alta. A queda generalizada do dólar beneficiou os mercados de commodities e fez com que o cobre subisse para o maior nível em cinco meses durante a sessão. A queda da moeda dos EUA torna os metais básicos, denominados em dólar, mais baratos para compradores que usam outras moedas. O contrato de cobre para entrega em três meses subiu 2,21%, a US$ 7.845,00 por tonelada. Em Nova York, a alta do cobre foi de 2,41%.

Na dúvida sobre se o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai ou não passar a comprar títulos do Tesouro para estimular a economia e prevenir o risco de deflação, os investidores nos EUA estão preferindo ativos considerados mais seguros do que as ações, como o ouro e os títulos do Tesouro. Além disso, as Bolsas norte-americanas vêm de uma temporada de altas expressivas o que atrai realização de lucros como a de hoje. Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho.

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